A 4.ª edição da TechLogistics realiza-se a 16 de junho, na Microsoft Portugal, em Lisboa, e volta a juntar profissionais da logística, transportes, tecnologia e supply chain. Com um programa centrado em inteligência artificial, digitalização, eCMR, cibersegurança, automação, logística hospitalar, portos e decisão operacional, a conferência assume uma vertente marcadamente prática, focada na forma como a tecnologia está a criar valor real nas empresas.

A tecnologia já não é apenas uma promessa para a logística e para a supply chain. É uma ferramenta de trabalho, uma camada de decisão e, em muitos casos, uma condição para ganhar eficiência, visibilidade e capacidade de resposta. Mas a pergunta mantém-se: onde é que a digitalização está, de facto, a fazer a diferença na operação?

É a partir desta questão que se constrói a TechLogistics 2026, que terá lugar no dia 16 de junho, na Microsoft Portugal, no Parque das Nações, em Lisboa. Promovida pela Devlop e pela Supply Chain Magazine, a conferência volta a reunir profissionais, empresas, especialistas e decisores para discutir o impacto concreto da tecnologia na logística, nos transportes e na supply chain.

Mais do que apresentar tendências, a edição deste ano procura olhar para a aplicação prática das soluções tecnológicas. Inteligência artificial, dados, digitalização documental, cloud soberana, cibersegurança, automação, sistemas de gestão, resiliência operacional e apoio à decisão serão alguns dos temas em debate ao longo do dia.

A conferência arranca com uma intervenção de abertura da Microsoft, seguindo-se uma sessão dedicada ao papel da inteligência artificial na transformação da supply chain. O programa inclui também uma abordagem ao eCMR e ao futuro digital do transporte rodoviário de mercadorias, com Barry Van Leuven, cofundador e managing director da Pionira.

Um dos momentos centrais da manhã será a mesa redonda “Digitalizar para decidir melhor: onde é que a tecnologia está (mesmo) a criar vantagem?”. Num contexto em que a pressão sobre a operação é cada vez maior, a sessão propõe discutir onde é que a tecnologia já está a gerar ganhos efetivos nas empresas, que obstáculos continuam a existir e que escolhas permanecem determinantes para transformar dados e sistemas em melhores decisões.

A vertente prática ganha expressão nos vários business cases previstos ao longo do programa. Diogo Carneiro, CEO & Founder da Conexus, irá abordar a transformação digital e o papel da inteligência artificial na supply chain, enquanto a Devlop by Leviahub apresentará projetos desenvolvidos no âmbito da Agenda NEXUS, numa sessão dedicada à smart logistics e à descarbonização dos portos de Portugal.

Este momento reunirá cinco técnicos ligados a diferentes áreas de desenvolvimento, com o objetivo de mostrar como a inovação pode sair do projeto e entrar na operação. A sessão contará com Bruno Leitão, WMS Team Manager, Filipe Posio, Innovation Manager, Paulo Ferreira, da área de shipping, João Maraco, TMS Developer, e João Correia, FWD Developer, todos da Devlop by Leviahub.

Durante a tarde, a conferência alarga a discussão à cloud soberana, à cibersegurança e à resiliência operacional, com a participação de Mário Lopes, country manager da ONI-Gigas, e Hélio Palma, business partners sales manager da mesma empresa.

A operação volta a estar no centro do debate com o business case “From Fixed Automation to Scalable Capability”, apresentado por Francisco Rocha, BP Distribution & Freight da HAVI Supply Chain TechHUB. A sessão irá explorar a evolução da automação fixa para modelos mais escaláveis, num momento em que as empresas procuram soluções capazes de acompanhar a variabilidade da procura, a complexidade dos fluxos e a necessidade de maior flexibilidade operacional.

Outro dos casos em destaque será “Do stock ao sistema: como a tecnologia está a redesenhar a logística hospitalar”, apresentado por Ruben Loureiro, diretor do Serviço de Compras e Logística da ULS Lezíria, e Pedro Teixeira, diretor do Serviço de Gestão das TI da mesma unidade local de saúde. O caso transporta para a TechLogistics uma área onde a logística tem impacto direto na prestação de cuidados, mostrando como a digitalização, a gestão de informação e a integração entre compras, logística e tecnologias de informação podem apoiar uma operação mais eficiente, rastreável e resiliente.

O programa inclui ainda um business case com Carlos Duarte Oliveira, chief technology officer da Netcapital Systems LLC.

O encerramento da conferência será feito num formato interativo, sob o mote “Na supply chain, hoje, quem decide afinal: os sistemas ou as pessoas?”. Neste debate, os oradores serão desafiados a reagir em tempo real a cenários concretos da logística e da supply chain, escolhidos pela assistência. Perante cada situação, terão de tomar posição: deve decidir a experiência humana ou o sistema?

Com a participação de Vasco Gibão, manager Supply Chain & Operations da EY, e Marco Oliveira, supply chain manager, o debate pretende fechar o dia com uma reflexão direta sobre o lugar da tecnologia na decisão. Entre algoritmos, dashboards, automação, exceções operacionais e julgamento humano, a sessão propõe discutir até onde devem ir os sistemas e onde continua a ser indispensável a experiência das pessoas.

Com esta estrutura, a TechLogistics 2026 posiciona-se como uma conferência menos centrada na tecnologia enquanto conceito e mais focada na sua aplicação concreta. A proposta passa por discutir o que já está a mudar nas operações, o que continua por resolver e como podem as empresas transformar ferramentas digitais em capacidade real de decisão, eficiência e resiliência.

Conheça os oradores, a agenda do dia e reserve já o seu lugar no site da TECHLOGISTICS 2026.