A TechLogistics 2026 realiza-se a 16 de junho, na sede da Microsoft Portugal, no Parque das Nações, e volta a juntar tecnologia, dados e operação num mesmo espaço de debate. Entre os momentos em destaque estará o business case apresentado por Ruben Loureiro, diretor do Serviço de Compras e Logística da ULS Lezíria, sobre a forma como a tecnologia está a redesenhar a logística hospitalar.

A tecnologia está a transformar a logística, mas é na operação concreta que essa transformação ganha escala, impacto e consequência. É precisamente esse cruzamento entre sistemas, dados e realidade operacional que estará em debate na TechLogistics 2026, marcada para 16 de junho, na Microsoft Portugal, no Parque das Nações, em Lisboa.

Promovida pela Devlop, em parceria com a Supply Chain Magazine, a conferência chega à sua 4.ª edição com o objetivo de reunir profissionais, empresas, especialistas e decisores ligados à logística, aos transportes e à supply chain. A proposta passa por discutir tendências tecnológicas, partilhar conhecimento e mostrar soluções capazes de apoiar operações mais eficientes, integradas e preparadas para responder a contextos também eles cada vez mais exigentes.

Nesta edição, um dos momentos em destaque será o business case “Do stock ao sistema: como a tecnologia está a redesenhar a logística hospitalar”, apresentado por Ruben Loureiro, diretor do Serviço de Compras e Logística da ULS Lezíria. A sessão transporta para o palco da TechLogistics uma área onde a gestão logística assume uma dimensão particularmente crítica: a saúde.

O caso ganha relevância num contexto de forte crescimento da atividade. Segundo dados partilhados por Ruben Loureiro a propósito dos últimos cinco anos do Hospital de Santarém, os procedimentos de contratação pública aumentaram 107,5% na área da Farmácia e 47,3% na Logística, enquanto o volume de compras em bens e serviços cresceu mais de 60%. No mesmo período, foi registada uma redução consistente do valor imobilizado em armazém e das ruturas de stock.

Estes números ajudam a enquadrar a transformação em curso. Num hospital, gerir stocks não é apenas assegurar disponibilidade de materiais. É garantir que os produtos certos chegam aos serviços certos, no momento certo, com rastreabilidade, controlo, capacidade de resposta e ligação permanente entre compras, aprovisionamento, armazenagem, distribuição interna e necessidades clínicas.

A resposta passa cada vez mais por processos digitais e por maior visibilidade sobre os fluxos. Entre os exemplos avançados estão a implementação de circuitos 100% digitais e o lançamento de um projeto-piloto de E-Kanban para controlo ótico total, desde a receção até ao consumo. A passagem de uma lógica centrada apenas no stock para uma abordagem suportada por sistemas, dados e processos será uma das dimensões em análise no business case da ULS Lezíria.

Ao colocar a logística hospitalar em destaque, a TechLogistics aproxima a discussão tecnológica de um contexto em que falhas, ruturas ou atrasos podem ter impacto direto na prestação de cuidados de saúde. É um exemplo concreto de como os sistemas deixam de ser apenas suporte administrativo e passam a fazer parte da capacidade operacional das organizações.

Num setor em que a digitalização exige novas competências, o caso mostra que a evolução dos sistemas depende também da capacidade das equipas para os integrar na operação diária.

A TechLogistics 2026 volta, assim, a posicionar-se como ponto de encontro entre tecnologia e operação, reunindo profissionais de logística, supply chain, transportes, IT, transformação digital, gestão e desenvolvimento de negócio.

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