A DP World lançou uma solução de seguro de risco de guerra para mercadorias, com cobertura entre transporte, armazenagem portuária e entrega final, numa resposta à pressão geopolítica sobre os fluxos comerciais no Médio Oriente.
A DP World lançou uma solução de seguro de risco de guerra para mercadorias, desenhada para assegurar cobertura contínua ao longo de várias etapas da operação logística em corredores de maior risco, num contexto em que a instabilidade geopolítica no Médio Oriente continua a pressionar fluxos comerciais, prémios de seguro e decisões operacionais. Segundo a empresa, a nova oferta cobre transporte marítimo ou aéreo, armazenagem portuária e transporte terrestre até ao armazém final.
A solução, apresentada pela DP World como uma cobertura “globalmente única”, foi pensada para funcionar em complemento das apólices all-risk já existentes, que normalmente excluem zonas de guerra designadas. A empresa sustenta que o objetivo é fechar falhas de cobertura entre modos de transporte e reduzir a exposição dos donos da carga em momentos particularmente sensíveis da operação.
De acordo com a informação disponibilizada pela DP World, a modalidade mais abrangente garante proteção desde a descarga no navio ou aeronave até à entrega final em armazém, incluindo até 14 dias de armazenagem portuária automática. Existem também opções mais segmentadas para trânsito marítimo, aéreo ou terrestre, consoante o perfil da operação e da rota.
A empresa argumenta que a crescente fragmentação das cadeias logísticas e o agravamento do risco em corredores comerciais estratégicos têm tornado mais difícil o acesso a coberturas ajustadas à realidade atual. Nesse enquadramento, a empresa diz ter estruturado a solução para mercadorias movimentadas no Médio Oriente e noutros corredores de maior risco, com emissão de documentação por uma seguradora com rating A e integração do processo de cotação, subscrição e emissão numa única plataforma.
Mais do que o lançamento de um novo produto, a iniciativa mostra como os grandes operadores logísticos estão a procurar alargar o seu papel na cadeia de valor, combinando infraestrutura, transporte e instrumentos de proteção operacional. Num momento em que as empresas enfrentam custos acrescidos, desvios de rota e maior incerteza sobre a continuidade dos fluxos, soluções deste tipo refletem uma mudança mais ampla: a gestão do risco passou a fazer parte do próprio desenho da supply chain.



