Pelo menos 8% dos municípios portugueses paga as suas faturas a mais de 60 dias, de acordo com os dados da Direção-Geral das Autarquias Locais (DGAL) relativos ao último trimestre de 2025. Trata-se de uma subida face aos 4,8% dos três meses anteriores.

O top das autarquias com os maiores prazos de pagamento é composto por Tábua, Caminha e Melgaço, que, no período em análise, pagaram aos fornecedores a 146, 121 e 115 dias, respetivamente. No total, embora ainda faltem dados de 76 autarquias, são seis as que pagaram a mais de 100 dias.

Outras 20 agravaram os atrasos no cumprimento dos compromissos. É o caso de Vagos, que passou de 70 para 110 dias; do Fundão, que estendeu o prazo de 28 para 67 dias; e de Gondomar, que subiu de 68 para 99 dias.

Desde fevereiro de 2008 que os municípios têm de enviar os dados dos prazos de pagamento para a DGAL, ao abrigo do Programa Pagar a Tempo e Horas que fixou como objetivo um prazo médio de pagamento das empresas públicas entre 30 a 40 dias. Quando não cumprem este prazo, é-lhes retido 20% do duodécimo das transferências correntes e do Fundo de Financiamento da Descentralização, no mês seguinte ao do apuramento do incumprimento.