Entre 11 e 18 de maio decorre a fase online e a 2 de junho o desafio culmina numa jornada intensiva na fábrica da Volkswagen Autoeuropa, em Palmela. Organizado pela Sfori e pela Supply Chain Magazine, o 24 Horas de Logística volta a colocar equipas à prova, em cenários onde o plano deixa de ser suficiente e a decisão passa a ser determinante.
Há um momento em qualquer operação logística em que o plano deixa de ser confortável. A informação está incompleta, o tempo começa a escassear e alguém tem de decidir. É exatamente nesse território que o 24 Horas de Logística escolhe trabalhar. O evento formativo, organizado pela Sfori e pela Supply Chain Magazine, combina aprendizagem, simulação e competição num formato experiencial que coloca equipas profissionais perante desafios operacionais realistas.
A edição de 2026 decorre em duas fases complementares. Entre 11 e 18 de maio, as equipas participam numa fase online dedicada à construção de método e alinhamento de abordagem. A 2 de junho, o desafio culmina numa jornada intensiva presencial na fábrica da Volkswagen Autoeuropa, em Palmela. Mais do que uma competição, o objetivo é criar um verdadeiro laboratório de decisão em contexto real.
O modelo híbrido, testado em 2025, evoluiu e tornou-se a base da estrutura pedagógica do evento. Durante sete dias, remotamente, as equipas trabalham resolução de problemas, estruturam critérios de decisão e constroem uma linguagem comum para enfrentar desafios logísticos complexos. O programa inclui exercícios síncronos e assíncronos, contributos de especialistas e momentos de reflexão antes da pressão operacional.
“Quando separámos claramente construção e validação, a experiência subiu de nível”, explica Alexandre Real, Partner da Sfori. “Primeiro criamos método. Só depois expomos as equipas à realidade. Isso torna a aprendizagem muito mais transferível.”
Quando chegam à fase presencial, as equipas já não estão a improvisar uma abordagem. Estão a aplicá-la.
Se a fase online organiza o pensamento, a fase presencial revela comportamento. Em 2026, o cenário escolhido é particularmente exigente: a Volkswagen Autoeuropa, um ambiente industrial onde rigor, cadência e disciplina operacional são essenciais. “Não queríamos um momento intenso apenas para impressionar”, sublinha Filipe Barros, Executive Manager da Supply Chain Magazine. “A preparação distribuída garante que o desafio presencial é realmente exigente e significativo.”
Durante as provas surgem constrangimentos reais, informação incompleta e prioridades concorrentes. O tempo deixa de ser neutro e a pressão aumenta. É aí que se percebe a diferença entre saber e decidir. Segundo Pedro Queimado, da Kronolog Solutions, responsável pela coordenação pedagógica das provas, o desconforto faz parte do desenho do exercício. “Criamos contextos onde a informação não é totalmente clara e o tempo é curto. É isso que acontece na operação real.”
Sob pressão, emergem padrões de comportamento: como as equipas comunicam, como distribuem responsabilidades e como reagem ao erro. “Algumas aceleram sem alinhar. Outras param dois minutos para estruturar critérios e depois executam melhor”, acrescenta. O conhecimento técnico conta. Mas o que realmente diferencia é maturidade decisional.
Competição como mecanismo de aprendizagem
O evento inclui ranking, prémios e uma componente competitiva assumida. No entanto, competir é apenas o mecanismo para aumentar foco e envolvimento. “A urgência é real, mas cada prova é desenhada para gerar reflexão”, afirma Alexandre Real. “Não nos interessa apenas quem ganhou. Interessa perceber como decidiu.”
Após cada desafio, realizam-se debriefings estruturados, análise comportamental e feedback individual e coletivo. No final, cada equipa recebe um relatório detalhado do seu desempenho. “É no pós-evento que se mede o verdadeiro valor”, reforça Filipe Barros. “Quando a experiência vivida se traduz em mudança concreta.”
Ao longo das 16 edições do 24 Horas de Logística, uma conclusão tem sido consistente: a diferença raramente está apenas na técnica. Está na forma como as equipas reagem quando o plano falha. “Quando o relógio aperta, a componente humana torna-se evidente”, observa Pedro Queimado. “Clareza, comunicação e responsabilidade pesam tanto quanto qualquer cálculo.”
Entre 11 e 18 de maio, as equipas constroem estrutura mental. A 2 de junho, em Palmela, essa estrutura é testada num ambiente industrial real. Doze horas intensas, provas técnicas, desafios operacionais, debriefing, networking e entrega de prémios. Mas, no final, fica sobretudo uma pergunta: Se amanhã algo sair do plano, como decide a sua equipa? Porque decidir sob pressão não se aprende apenas a ouvir. Treina-se, em contexto real e onde a operação acontece.
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