A Organização Mundial de Saúde (OMS) retomou, no passado dia 7 de março, as operações no seu centro logístico no Dubai, após ter anunciado a suspensão das atividades devido ao conflito entre os EUA, Israel e Irão, avança a Health News.
No dia 5 de março, a OMS anunciou a suspensão das operações neste centro logístico, uma infraestrutura essencial para o envio de kits de emergência. A diretora regional da OMS, Hanan Balkhy, indicava que esta suspensão se devia a “restrições de transporte na região”, um cenário que se agravou com o encerramento do espaço aéreo.
No entanto, a utilização do espaço aéreo, que tinha sido temporariamente suspensa, já foi retomada, uma vez que o estreito de Ormuz ainda não foi reaberto para envios de ajuda humanitária.
A responsável explicou recentemente que os Emirados Árabes Unidos (EAU), em coordenação, nomeadamente, com o Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas, estavam “prontos” para facilitar “envios humanitários urgentes”, que é agora possível.
De acordo com a OMS, mais de 50 pedidos de abastecimento de emergência provenientes de 25 países foram afetados pela suspensão das operações. “Estes pedidos pendentes – que beneficiarão mais de 1,5 milhões de pessoas – incluem fornecimentos da OMS para o Líbano, Gaza, Iémen e a Somália, bem como material de laboratório para a poliomielite destinado a atividades de rastreio e erradicação em vários países”, indicou Hanan Balkhy.
A OMS irá identificar, durante os próximos dias, os envios urgentes que devem ser expedidos o mais rápido possível, na esperança que a utilização do espaço aéreo se mantenha operacional.
Em 2025, o centro logístico da OMS no Dubai tratou mais de 500 encomendas de emergência em benefício de 75 países distribuídos pelas seis regiões desta agência das Nações Unidas.



