O Panamá anulou o contrato de concessão portuária com a Panama Port Company, uma subsidiária da empresa de Hong Kong CK Hutchison, e transferiu, interinamente, as operações para a Maersk e a MSC.

A decisão oficializa uma deliberação do supremo tribunal, que, em janeiro, considerou inconstitucionais as concessões dos terminais de Balboa e Cristobal, junto ao Canal do Panamá.

Esta segunda-feira, o governo assumiu formalmente o controlo das infraestruturas portuárias, incluindo gruas, veículos, e sistemas informáticos, ao abrigo de um decreto que visa garantir que as operações prosseguem até que nova concessão seja atribuída, dentro de 18 meses.

Ao abrigo deste decreto, a APM Terminals, uma unidade da Maersk, vai operar o porto de Balboa, na costa pacífica do canal, enquanto a Terminal Investment, subsidiária da MSC, vai gerir o porto de Cristobal, na margem atlântica.

Reagindo a esta decisão, a CK Hutchison classificou-a como “ilegal”, anunciando que iria avaliar com a equipa jurídica os próximos passos.