Tânia Neves já soma 12 anos de experiência profissional na área do procurement. Conta que, no seu percurso, passou por contextos organizacionais exigentes e multifuncionais. Ao longo da sua carreira, trabalhou em áreas como sourcing estratégico, negociação, gestão de fornecedores, otimização de custos e liderança de equipas, tendo sempre como foco a criação de valor para o negócio, e o alinhamento entre o procurement e as restantes áreas. Atualmente, desempenha o cargo de procurement executive na JTM Group.

 

O que a levou a escolher esta profissão? 

O que me atraiu no procurement foi o seu caráter estratégico e transversal. É uma área que combina análise, relacionamento humano e tomada de decisão e que tem impacto direto nos resultados da organização. Além disso, permite a possibilidade de influenciar a eficiência, a sustentabilidade e a resiliência do negócio. 

Qual o maior desafio para uma equipa de procurement dentro da  organização? 

Na minha experiência, o maior desafio é afirmar o procurement como um parceiro  estratégico, e não apenas como uma função de controlo de custos. É necessário ganhar a confiança das áreas internas, antecipar riscos, garantir continuidade de fornecimento e contribuir ativamente para decisões estratégicas, num contexto muito exigente. 

Quais as três competências-chaves que mais valoriza num profissional de compras e procurement? 

Destacaria a capacidade analítica para decidir com base em dados; a  comunicação e negociação, essenciais para criar relações de confiança; e a adaptabilidade porque o procurement está em permanente evolução, e deve existir abertura à mudança e aprendizagem contínua.

Pode ler a entrevista na SCMedia News #69.