A DSV e a CMA CGM assinaram um acordo para reduzir em 12 mil toneladas as emissões de CO₂ no transporte marítimo ao longo de dois anos. A meta assenta na utilização de biocombustíveis de segunda geração, produzidos a partir de óleos alimentares usados.
Anunciado num comunicado o acordo prevê que a DSV utilize a ACT+, a oferta de transporte de baixo carbono da CMA CGM. Para esta parceria, as empresas escolheram biocombustíveis à base de UCOME, obtidos a partir de óleo de cozinha usado.
Segundo a CMA CGM, a ACT+ permite reduzir as emissões de CO₂ até 83% face ao combustível marítimo convencional. No acordo com a DSV, o objetivo anunciado é uma redução acumulada de 12 mil toneladas em dois anos.
“Estamos a alargar o acesso dos nossos clientes a opções de transporte marítimo com menores emissões de carbono”, afirma Michael Hollstein, responsável global pelo produto marítimo da DSV. O responsável associa a parceria ao trabalho do operador para ajudar os clientes a cumprir as suas metas de sustentabilidade.
O acordo dá continuidade à relação entre as duas empresas e enquadra-se no compromisso da DSV de alcançar emissões líquidas zero, nas suas operações e cadeia de valor, até 2050.
Também a CMA CGM aponta para 2050 como horizonte de neutralidade carbónica. A companhia prevê operar, até 2031, cerca de 200 navios com motorização de duplo combustível, a GNL ou metanol, capazes de utilizar alternativas de menor intensidade carbónica.
As empresas não divulgaram o valor do acordo, as rotas abrangidas ou a quantidade de biocombustível que será utilizada.


