Não é uma conferência de respostas rápidas nem de tendências em abstracto. A SCM Conference 2026 foi desenhada como uma sequência de momentos que se encadeiam, entre contexto, confronto e execução, para refletir aquilo que hoje define a supply chain: a necessidade de decidir quando a única certeza é que não há certezas.
A SCM Conference regressa a 5 e 6 de maio, na Quinta do Frade, em Sobral de Monte Agraço, num momento em que a supply chain deixou de ser apenas uma função de suporte para passar a ocupar o centro das decisões nas organizações. Mas esta edição não se limita a acompanhar essa mudança. Vai tentar reproduzi-la.
O programa foi pensado como um percurso. Não como um alinhamento de intervenções isoladas, mas como uma construção progressiva: primeiro o enquadramento, depois o confronto, e por fim a aplicação prática.
Logo no arranque, a keynote de Cristian Ferreyra (CSCMP Spain Roundtable) e, no segundo dia, a intervenção de Tiago Devesa (McKinsey Global Institute), ajudam a posicionar a discussão no plano global. Geopolítica, fragmentação, reconfiguração das cadeias de abastecimento. A partir daí, o foco desce ao terreno.
A Executive Roundtable – “A Supply Chain na Agenda dos CEO”, com Andrea Nunes (Wellow Network), Miguel Pinto (Aumovio) e Mauro Cardoso (Monliz), moderada por Joaquim Oliveira (BOSC), marca esse ponto de viragem: quando a supply chain deixa de ser operacional e passa a influenciar decisões ao mais alto nível.
Pouco depois, o debate “Entre o caos e o controlo: a nova Supply Chain”, com a participação de Daniel Baptista (Cegid), Nuno Jacinto (Makro), Guilherme Pereira (Lactogal) e Susana Pinho (Altri), moderados por Pedro Pinto Barros (PwC), leva essa discussão mais longe: o que é controlável, o que deixou de o ser, e onde é que as decisões realmente fazem a diferença.
No segundo dia, essa lógica mantém-se, mas com outra densidade. A mesa redonda “Comprar num mundo instável: o procurement como gestor de incertezas”, com David Viana (Aquapor) e Cláudia Branco (Grupo Manuel Champalimaud), sob moderação de Filipe Perdigão Costa (Deloitte), coloca o foco numa das funções onde essa pressão é mais evidente: decidir entre custo e continuidade, eficiência e resiliência, muitas vezes sem margem para erro.
Logo a seguir, o painel “Smart, Fast, Connected: as novas Cadeias de Abastecimento”, moderado por João Queirós (EY), traz a discussão para a execução. Torben Lund (SpaceInvader) e Pedro Ferreira Queimado (KronoLog Solutions), John Callan e António Guedes (CodeOne), João Marçal (F5IT) com Miguel Cordeiro (Rangel), Fábio Santos (Modula) e Carlos Oliveira (Netcapital Systems) apresentam casos concretos, não como demonstração, mas como prova do que já está a ser feito.
Mais tarde, a mesa redonda “Integração em rede: quem ganha na nova supply chain colaborativa?”, com Rui Castanheira (Amorim Cork), Cláudia Brito (Nokia), Ivo Bastos (Emma – The Sleep Company) e Hugo Duarte Fonseca (Leviahub), moderada por Susana Ratinho (Cross Logistics), fecha o ciclo com uma questão que permanece em aberto: num sistema cada vez mais interdependente, onde está realmente o valor e quem o captura?
Entre estes momentos, há pausas, conversas, reencontros. O cocktail e o jantar no final do primeiro dia não são apenas momentos sociais, são parte do desenho. Porque muitas das decisões que a conferência procura discutir não se resolvem em palco. E é talvez aí que reside uma das diferenças desta edição. Não na soma dos temas ou dos oradores, mas na forma como tudo se articula para aproximar a conferência da realidade que procura refletir: uma supply chain feita de equilíbrio instável, onde decidir continua a ser o verdadeiro ponto crítico.
As inscrições estão abertas e, num programa pensado como este, ficar de fora é perder parte da conversa que está a definir o que vem a seguir.
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