Entre 19 e 21 de maio, de Lisboa a Leixões, passando por Sines, Aveiro e o terminal da Medway, o Port2Rail transforma três dias num exercício intensivo de leitura operacional da logística. O programa combina teoria, visitas técnicas e simulação de cenários reais… tudo a bordo de um comboio.

Se na primeira abordagem o Port2Rail se afirma como experiência imersiva, o programa mostra até que ponto essa imersão é levada a sério. Durante três dias, entre 19 e 21 de maio, os participantes não apenas percorrem a rede logística nacional: trabalham-na, analisam-na e testam-na em contexto real.

O curso arranca em Lisboa, na estação de Santa Apolónia, com a formação dos grupos e uma primeira leitura da intermodalidade ainda em movimento, no trajeto até Setúbal. A partir daí, o modelo é claro: cada deslocação ferroviária transforma-se em tempo útil de aprendizagem, cruzando conceitos com o que está a acontecer fora da janela.

Logo no primeiro dia, os participantes mergulham em temas estruturantes como a intermodalidade aplicada ao transporte de mercadorias, o papel das plataformas rodo-ferro-marítimas e a realidade do transporte ferroviário na Península Ibérica, antes de entrarem no terreno, com visitas aos portos de Setúbal e Sines .

No segundo dia, o foco desloca-se para a dimensão sistémica e tecnológica das cadeias logísticas. Entre Sines e Aveiro, o programa aprofunda o papel dos sistemas digitais no transporte multimodal, introduz ferramentas de simulação como o Port Virtual Lab e analisa os principais corredores logísticos globais, incluindo temas como cibersegurança no setor .

A componente prática ganha peso com as visitas aos portos de Aveiro e Leixões, onde os participantes podem observar diretamente a articulação entre operações portuárias e fluxos ferroviários, antes de passarem para exercícios aplicados de simulação e análise.

O terceiro dia fecha o ciclo, com um foco claro na tomada de decisão. Entre Contumil e o Entroncamento, o programa aborda as perturbações no comércio internacional e o papel das autoestradas ferroviárias na intermodalidade sustentável, culminando com a visita ao terminal da Medway e um exercício final em equipa, onde os participantes desenvolvem e apresentam um caso de logística intermodal .

Este desenho pedagógico, que combina teoria, observação direta, simulação e trabalho colaborativo, não é acessório. É precisamente o que permite transformar conceitos como multimodalidade, corredores logísticos ou integração modal em decisões concretas.

Ao longo do programa, são abordados temas que refletem os desafios atuais do setor, desde a integração entre portos marítimos e portos secos até à digitalização, passando pela crescente exposição das cadeias a disrupções globais e à necessidade de soluções mais sustentáveis.

Mais do que explicar como funciona a intermodalidade, o Port2Rail coloca os participantes dentro dela. E essa diferença entre saber e ver acontecer é, provavelmente, o maior valor do programa.

A Supply Chain Magazine associa-se à iniciativa como media partner.

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