Há 15 anos que Vítor Loureiro é motorista da DPD Portugal. E, por dois anos, o melhor dos melhores na competição nacional anual. Um motivo de orgulho que é a cereja no topo de uma atividade que lhe dá muito prazer. E é com esse entusiasmo que diz que, todos os dias, à noite, não coloca apenas o telemóvel a carregar – coloca também os ténis.
Vítor não tem dúvidas de que está na profissão certa: “Gosto deste ramo, primeiro porque gosto muito de andar na rua, gosto do contacto com as pessoas. Tenho feito grandes amigos, há clientes que se tornaram amigos ao longo destes anos. Um deles até passou o Natal comigo, está a ver…”, partilha.
O que o faz andar “nesta vida há tantos anos” é, pois, o “andar na rua e estar com as pessoas”. É uma vida que o leva todos os dias até à Amadora, num dia que começa cedo, entre as seis e as seis e um quarto, antes do horário, marcado para as seis e meia: “Gosto de chegar cedo”, afirma, referindo-se ao ponto de partida do seu circuito – o armazém da DPD no Cacém, onde as carrinhas são carregadas com todas as encomendas. É aí que ganha forma o que designa como tétris, numa alusão ao jogo de encaixe de peças de diferentes formatos. “Tanto entregamos um envelope como uma caixa de 40 ou 50 quilos”, explica, referindo-se à montagem do puzzle diário – e único, porque a carrinha já só regressa ao armazém no dia seguinte, para recomeçar o ciclo.
Em média, são 90 a 100 quilómetros de voltas no centro da Amadora. Mas, em quantas entregas se traduz essa distância diária? “As pessoas, às vezes, não acreditam, mas, no Natal, estava com uma média de 200 a 210 visitas por dia (…) No resto do ano, ando sempre na casa das 140, 150 visitas por dia.”
“Quem pensa que isto é fácil e que é só fazer entregas, está enganado. Eu tenho uma expressão que costumo usar e que digo sempre aos mais novos: é que, todos os dias à noite, coloco o meu telefone à carga e os meus ténis também”, conta.
Certo é que Vítor Loureiro corre por gosto. E, já diz o ditado, “quem corre por gosto não cansa”. E, no seu caso, as corridas têm uma outra face: a competição interna para escolher o melhor motorista da empresa. É com base nos indicadores registados numa aplicação que essa escolha se faz todos os meses. Numa segunda fase, é apurado o melhor a nível nacional. Por dois anos consecutivos, Vítor ficou em primeiro, o que lhe valeu o passaporte para representar a DPD Portugal a nível internacional.
Vítor Loureiro é um dos protagonistas da rubrica “Um dia na vida de…”, com a qual a SCM se propõe dar voz e rosto a profissionais que fazem parte de uma cadeia, muitas vezes, invisível, mas essencial para a supply chain. Pode ler o testemunho na íntegra 👉aqui.



