A União Europeia (UE) e a Austrália anunciaram esta terça-feira, 24 de março, um acordo de livre comércio que permitirá a eliminação de tarifas no valor de mil milhões de euros anuais. Entre os principais interesses europeus estão as denominadas matérias-primas críticas, mais concretamente as terras raras, essenciais para o fabrico de baterias e semicondutores.
Do lado europeu, há a expectativa de que este acordo provoque um aumento de 33% nas exportações para a Austrália, até aos 17.700 milhões de euros anuais. Entre os setores com potencial de crescimento estão os lacticínios, os veículos motorizados e os produtos químicos.
O acordo eliminará cerca de 99% das tarifas, incluindo sobre as exportações europeias de queijos, preparados de carne, vinho, algumas frutas e legumes, e chocolate.
Além disso, prevê mecanismos de associação em matéria de segurança e defesa. A Comissão Europeia nota que a Austrália é um importante produtor de matérias-primas como o alumínio, o lítio e o manganésio, “fundamentais para a segurança económica e a competitividade”.
Assim, o acordo facilita o acesso europeu a recursos minerais australianos, com “disposições especificas que fazem com que o mercado seja mais previsível e fiável para as empresas da UE”.
A entrada em vigor do acordo assinado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e pelo primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, depende da aprovação do Conselho e do Parlamento europeus. Carece igualmente de ratificação por parte da Austrália.



