O Porto da Figueira da Foz retomou, a 20 de março, os trabalhos de dragagem na barra e no canal de acesso, tirando partido de uma janela de condições marítimas favoráveis que permite, pela primeira vez este ano, intervenções contínuas durante vários dias. O objetivo é claro: repor os calados operacionais e devolver previsibilidade às operações portuárias, informa a administração portuária em comunicado.

Desde o início de 2026 até 27 de fevereiro, foram dragados cerca de 160 mil metros cúbicos de sedimentos na barra. Um levantamento realizado nessa data estimava um volume total de 210 mil metros cúbicos a remover, dos quais aproximadamente 80 mil metros cúbicos dizem respeito ao canal principal.

Já no início de março, foram retirados mais 36 mil metros cúbicos, num processo condicionado pela agitação marítima registada nas últimas semanas. Com a retoma dos trabalhos a 20 de março, e até à data, foram dragados mais 62 mil metros cúbicos, permitindo uma evolução gradual das condições de navegabilidade.

A melhoria do estado do mar, com ondulação inferior a dois metros à entrada da barra, já permitiu atingir um calado de 6,5 metros, tanto na entrada como na saída. A expectativa é que, com a continuidade das operações, seja possível reforçar a intervenção no canal principal e consolidar a recuperação das acessibilidades marítimas.

Os trabalhos estão a ser acompanhados por levantamentos hidrográficos diários, permitindo ajustar em tempo real os calados operacionais. Este acompanhamento fino é crítico para garantir não só a eficácia da dragagem, mas também a segurança e a previsibilidade das operações, sustenta a mesma fonte.

A reposição das condições de navegabilidade é vista como essencial para que as empresas da região possam retomar a normalidade operacional. Num porto com forte ligação ao tecido industrial local, a estabilidade das acessibilidades marítimas é um fator determinante para assegurar fluxos regulares e competitivos.