A SCM Conference 2025 reuniu uma audiência altamente qualificada e representativa do ecossistema logístico e industrial. Entre indústria, retalho, operadores e tecnologia, o perfil dos participantes revela uma mudança clara: a supply chain deixou de ser função de suporte para assumir um papel central na decisão. Em 2026, o desafio sobe de nível  e a discussão também.

Há uma forma simples de perceber em que ponto está uma área dentro das organizações: olhar para quem aparece quando se fala dela. Na SCM Conference 2025, o que se viu foi claro. A audiência já não era composta apenas por perfis operacionais ou técnicos. Era, cada vez mais, uma sala de decisão. Estiveram representadas empresas industriais, retalho, operadores logísticos, fornecedores de tecnologia e consultoras. Mas mais do que a diversidade de setores, o que se destacou foi a convergência: todos estavam ali para discutir escolhas, não processos.

A supply chain deixou de ser execução. Passou a ser decisão. Esse movimento torna-se ainda mais evidente no perfil dos participantes. Ao longo de um dia e meio, a presença de diretores e responsáveis de topo foi consistente. Mas, mais relevante do que o título, foi o papel: profissionais diretamente envolvidos em decisões críticas, onde custo, risco, serviço e dependência se cruzam. E isso muda a natureza da conversa. Quando quem está na sala decide, a discussão deixa de ser abstrata. Passa a ser exigente, concreta, muitas vezes desconfortável, porque implica assumir trade-offs.

A leitura do perfil dos participantes na edição de 2025 aponta para três movimentos claros: a centralidade da supply chain, a convergência entre áreas e um aumento significativo da exigência na discussão. Mas talvez o mais importante seja o facto da conferência ter deixado de ser apenas um espaço de partilha para se tornar um espaço de posicionamento. E isso tem implicações diretas naquilo que vem a seguir.

2026: uma conferência alinhada com quem decide

A edição de 2026 parte precisamente desta tensão. Com o mote “Entre o Caos e o Controlo: A Nova Supply Chain”, a conferência assume um ponto de partida realista: a ideia de controlo absoluto já não é sustentável, mas a ausência de controlo também não é uma opção. Por isso, o que está em causa não é eliminar a incerteza, mas decidir como viver com ela.

É neste enquadramento que o programa está a ser desenhado. Mais do que temas isolados, a agenda organiza-se em torno de momentos de decisão: procurement em contexto de instabilidade, gestão de crises e perceção, liderança sob pressão, tecnologia como camada invisível de decisão, ou a tensão permanente entre eficiência e resiliência.

Há também uma clara aposta em formatos que puxam pela discussão, como mesas redondas, debates e momentos de confronto de perspetivas, evitando discursos lineares ou excessivamente teóricos.

A escolha de oradores segue a mesma lógica. Mais do que perfis institucionais, a SCM Conference 2026 está a reunir responsáveis que vivem diariamente a complexidade das cadeias de abastecimento, em setores e geografias distintas.

Entre os nomes já associados ao programa estão líderes de operações, procurement e estratégia de empresas como indústria, retalho e setores altamente exigentes do ponto de vista logístico, bem como especialistas em gestão de crise e transformação. O objetivo não é partilhar “boas práticas” no abstrato, mas trazer para a discussão decisões concretas: o que se fez, porquê, com que risco e com que impacto.

Se a análise da audiência de 2025 mostra uma mudança, a edição de 2026 assume-a. A conferência evolui no mesmo sentido da função: menos centrada na descrição do que já foi feito e mais focada no que está em jogo. Num contexto em que a supply chain se move entre o caos e o controlo, a relevância já não está em ter respostas certas, mas em saber fazer as perguntas certas. E, sobretudo, em ter quem as possa responder.

A SCM Conference 2026 realiza-se nos dias 5 e 6 de maio, na Quinta do Frade, em Sobral de Monte Agraço, e promete voltar a reunir os principais decisores da área para um dia e meio de discussão, partilha e, acima de tudo, tomada de posição.

As inscrições já se encontram abertas, com condições early bird disponíveis até 31 de março, representando uma oportunidade para garantir presença numa edição que deverá voltar a esgotar. Mais do que marcar presença, a questão é simples: vai assistir à discussão ou fazer parte dela?

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