O governo moçambicano vai alocar dez milhões de dólares à construção dos centros logísticos de Topuito e Balama, nas províncias de Nampula e Cabo Delgado, respetivamente. O investimento terá financiamento do Banco Mundial.
O anúncio foi feito pelo coordenador do Projecto Conecta Negócios, Pedro Paulino, em entrevista à Agência de Informação de Moçambique. De acordo com o porta-voz, as duas infraestruturas são estratégicas para a dinamização do sector produtivo nacional.
Dos dez milhões, cerca de sete destinam-se ao centro logístico de Topuito, enquanto o remanescente cobre o desenvolvimento da infraestrutura de Balama, próxima do ponto de extração de grafite, um dos recursos estratégicos para a economia local.
Em Topuito, na província de Nampula, o centro logístico é apresentado como peça-chave de suporte à atividade da mineradora Kenmare, criando um ecossistema industrial local com forte ligação ao setor extrativo. Este investimento surge no contexto de renegociação do contrato de concessão entre o governo moçambicano e a multinacional responsável pela exploração de areias pesadas na região (na foto). De acordo com a notícia, o governo pretende aumentar a participação do Estado nas receitas geradas por esta atividade, elevando a taxa de ganhos de 1,5% para 3,5%.
De acordo com a fonte do Conecta, o projeto contempla igualmente a criação de um parque eco-industrial, a instalação de uma vila para PME e a construção de um centro de formação e incubação empresarial, “o que permitirá reforçar a participação do empresariado nacional na cadeia de fornecimento da indústria pesada, com impacto direto na geração de emprego e no desenvolvimento de competências”.
Já em Balama, na província de Cabo Delgado, o centro logístico está diretamente associado à exploração de grafite, posicionando-se como uma infraestrutura crítica para auxiliar no processamento, conservação e escoamento da produção.
A iniciativa já conta com área identificada, licenças ambientais concluídas e conceito técnico definido, aguardando o lançamento do concurso público para a adjudicação das obras.




Como em Angola, Moçambique está cheio de empresas chinesas sem escrúpulos. Espero que – alguns dinheiros – não cheguem ás mãos erradas.