O setor agroalimentar da União Europeia (UE) registou um desempenho positivo em 2025, com as exportações a registarem 238,4 mil milhões de euros, valor que representa um aumento de 1% em comparação com 2024 (+2,8 mil milhões de euros), segundo um documento oficial lançado pela Comissão Europeia.
A UE, que consolidou a sua posição como “maior exportador agroalimentar do mundo”, de acordo com o relatório, destaca-se ainda como o único exportador entre os cinco principais globais (UE, EUA, Brasil, China e Canadá) a aumentar o valor das exportações ao longo do ano.
As exportações mantiveram-se fortes durante todo o ano, superando os níveis de 2024, exceto em agosto e novembro. Os preços de exportação permaneceram elevados, de forma global, tendo atingido o pico no início de 2025 antes de terem reduzido gradualmente.
O principal destino dos produtos agrolaimentares da UE continuou a ser o Reino Unido. Por sua vez, as exportações para os EUA e para a China diminuíram.
As exportações agroalimentares da UE também incluem uma significativa diversificação de produtos, nomeadamente cereais, produtos lácteos e vinho. No entanto, a subida global dos preços impulsionou o valor das exportações de vários produtos, nomeadamente cacau, café, chocolate e lacticínios. Em contrapartida, as exportações de azeite diminuíram em valor devido a preços mais baixo.
No que diz respeito às importações agroalimentares da UE, estas também cresceram, atingindo um marco de 188,6 mil milhões de euros, o que equivale a um aumento de 9% (+16,2 mil milhões de euros) face a 2024. Este crescimento foi impulsionado principalmente pelo aumento dos preços de importação, que subiram, em média, 10% durante o ano.
As importações agroalimentares representaram 7,5% do total das importações da UE em 2025. O café, o chá, o cacau e as especiarias continuaram a ser a categoria de produtos mais importada pela UE em 2025. Os preços das importações de fruta e frutos de casca rija também aumentaram. Já os preços de oleaginosas e culturas proteicas diminuíram, bem como os volumes importados de cereais.
As importações provenientes da África Subsariana, Canadá, Vietname e EUA aumentaram, enquanto as da Ucrânia decresceram.
O crescimento mais acentuado das importações levou a uma contração do excedente comercial agroalimentar da UE, que caiu para 49,9 mil milhões de euros, cerca de 13,3 mil milhões de euros abaixo do valor de 2024.
De acordo com o relatório, o comércio de acordos de comércio livre continuou a ser central para o desempenho registado. No ano passado, 61% das exportações agroalimentares da UE e 57% das importações envolveram parcerios de acordos de comércio livre. “Isto sublinha o significado de duas décadas de expansão de acordos e de um crescimento médio do comércio mais rápido com pestes países”.



