A Luís Simões prevê abrir uma nova plataforma de proximidade e cross docking em Lisboa em 2027. O anúncio é feito, à SCM, pelo country manager Logística da empresa, Luís Fernandes, que dá ainda conta de que este investimento será complementado com novas plataformas em Évora e Braga.
Além disso, ao abrigo da Visão Estratégica 2025/29, está previsto o alargamento da rede de suporte através de parcerias com operadores locais noutras regiões estratégicas, como Viseu e Guarda.
Do ponto de vista da renovação da frota, o plano prevê a expansão da rede de veículos elétricos, nomeadamente no que respeita à distribuição urbana, deste modo “reforçando a sustentabilidade e a eficiência nas operações de last mile”.
No que respeita à transformação digital e tecnológica, está em curso a implementação de um novo sistema TMS que permitirá um planeamento de rotas mais eficiente, maior operacionalidade, melhor sustentabilidade ambiental e funcionalidades avançadas de Track & Trace em tempo real.
“Estes investimentos estão a ser implementados de forma faseada, com projetos já em curso e outros previstos para os próximos anos, garantindo, assim, a concretização dos nossos objetivos de expansão, inovação e sustentabilidade”, enquadra.
A propósito, Luís Fernandes destaca a “estratégia consolidada” de expansão e reforço da rede logística na Península Ibérica, onde a empresa opera em 25 centros de operações logísticas e 35 plataformas de cross docking, “estrategicamente distribuídas para cobrir as principais rotas comerciais e industriais em Portugal e Espanha. Apostamos na modernização contínua das nossas infraestruturas”.
No que concerne a gestão da frota, concretiza que é pensada para responder às diferentes necessidades da cadeia logística: assim, os veículos euromodulares, como gigaliners e duotrailers, suportam o transporte de maior capacidade até às plataformas de cross docking, otimizando o fluxo entre centros logísticos. “Para reforçar a capilaridade e as entregas de proximidade, especialmente na last mile, apostamos em soluções como veículos elétricos e/ou movidos a HVO, que são utilizados principalmente nas plataformas próximas ao Cliente, onde a autonomia e capacidade de carga são adequadas a este tipo de operação. O foco é garantir a capilaridade que refere – com entregas mais rápidas, eficientes e com menor impacto ambiental”, adianta.
Já no que toca à última milha, o country manager afirma que o principal objetivo é garantir uma distribuição eficiente, sustentável e de elevada qualidade nos grandes centros urbanos: “A nossa aposta na distribuição urbana e last mile visa otimizar a proximidade ao cliente, reduzir tempos de entrega e contribuir para a diminuição da pegada de carbono. Para tal, investimos em tecnologia para otimização de rotas, monitorização em tempo real e redução de tempos de espera, promovendo uma operação mais ágil e sustentável.”
Com a sustentabilidade em mente, realça que a proximidade ao ponto de entrega, aumentando a rede de plataformas, permite à Luís Simões melhorar a eficiência da entrega de proximidade. E exemplifica com os investimentos recentes em plataformas regionais, tanto próprias (Algoz e Lisboa) como em parceria (Viseu), os quais permitem maior eficiência na distribuição.
Digitalizar operações para aumentar eficiência
Em simultâneo, a Luís Simões está a investir em novas ferramentas de gestão. É esse o racional do projeto GOLD (Gestão Otimizada de Logística e Distribuição), que prevê a substituição dos sistemas de gestão de armazéns (WMS) e de transportes (TMS). Em 2025, a empresa implementou o novo WMS (Reflex) em quatro centros logísticos, estando prevista a expansão para mais quatro a seis centros em 2026. Relativamente ao TMS, já foi implementado em todos os centros o módulo de mobilidade, permitindo funcionalidades avançadas de Track & Trace em tempo real. O ano de 2026 será dedicado à preparação da implementação da solução global, prevista para início de 2027.
“Este investimento responde à necessidade de modernizar e digitalizar operações, simplificar processos, aumentar a eficiência e criar valor na cadeia de abastecimento. A adoção destas ferramentas permite uma gestão mais integrada, maior visibilidade operacional e melhor resposta às exigências dos clientes e do mercado”, sublinha o porta-voz.
Concretizando, Luís Fernandes nota que os novos sistemas WMS e TMS aportam ganhos significativos de automação, eficiência e qualidade do serviço. Assim, o WMS Reflex permite automação de processos, rastreabilidade total dos produtos e otimização do espaço de armazenamento; já o TMS inclui um módulo de mobilidade, reduzindo o trabalho manual e melhorando o seguimento de rotas e entregas.
“Estes sistemas permitem reduzir erros, aumentar a produtividade, melhorar a integração com os clientes e parceiros e garantir uma operação mais ágil e transparente. A digitalização dos processos reforça ainda o nosso compromisso mais amplo para com a sustentabilidade”, afirma, adicionando a informação de que as soluções em implementação oferecem novas atualizações anuais, com novas funcionalidades que garantem um acompanhamento constante da atividade, em linha com as novas necessidades e desafios que os mercados apresentam. “Isto assegura que as nossas operações permanecem sempre atualizadas, flexíveis e preparadas para responder de forma eficaz às exigências do setor”, conclui.
Agendas transversais
Descarbonização e digitalização são duas agendas que andam em paralelo. Na Luís Simões, e de acordo com o country manager Logística, são dois pilares do negócio e da estratégia: “Não é por acaso que há muitos anos que afirmamos que a sustentabilidade e a inovação são os nossos eixos estratégicos”, comenta.
Assim, no âmbito da descarbonização, a empresa definiu metas validadas pela SBTi, mantém em curso (de forma contínua) um plano de descarbonização, e investe “cada vez mais” na modernização da frota e em biocombustíveis. Em relação à digitalização, aposta em IoT, Big Data e IA para otimização de rotas, armazéns inteligentes e rastreamento digital da frota. “A implementação do e-CMR (guia de remessa digital) e a modernização dos nossos sistemas de gestão são exemplos da integração da inovação tecnológica no negócio. Também anunciámos há pouco tempo a integração do primeiro camião 100% elétrico na nossa frota, e este é o caminho que sem dúvida queremos continuar a seguir”, salienta, finalizando com a mensagem de que “estas duas agendas são transversais à estratégia da empresa, com investimento contínuo e integração em todas as áreas operacionais, visando maior eficiência e competitividade – e, claro, um melhor planeta para todos”.



