A Infraestruturas de Portugal (IP) consignou esta segunda-feira, 2 de março, as obras de modernização da ligação da Linha do Sul ao Porto de Setúbal. Trata-se de um investimento de 40 milhões de euros, que visa aumentar o transporte ferroviário de mercadorias naquela infraestrutura portuária, estimando-se um movimento de 2.900 comboios por ano.
A empreitada agora consignada envolve, concretamente, um investimento de 16,7 milhões, com um prazo contratual de 420 dias, nas estações de Setúbal-Mar e de Praias-Sado, bem como nos ramais adjacentes associados à atividade portuária na Península da Mitrena.
De acordo com nota da IP, o montante global, de 40 milhões, abrange projetos, expropriações, fiscalização, materiais e intervenções na sinalização e nas telecomunicações.
A empreitada decorre de um protocolo estabelecido entre a IP e a APSS – Associação dos Portos de Setúbal e Sesimbra, assumindo a Infraestruturas de Portugal a responsabilidade pela execução de todos os trabalhos, dentro e fora da área portuária, cabendo à APSS os encargos associados aos trabalhos e serviços realizados em domínio sob a sua jurisdição.
Inclui a construção, o aumento de extensão e a eletrificação de linhas, a reformulação de ligações entre feixes ferroviários e a supressão da passagem de nível da Cachofarra. Estes trabalhos permitirão reduzir o atravessamento da linha geral durante manobras, segregar a circulação ferroviária da movimentação de mercadorias e assegurar a ligação direta entre feixes de receção/expedição e de carga/descarga.
Em comunicado, a IP argumenta que, com este investimento, pretende-se reforçar a ligação entre a Rede Ferroviária Nacional e o Porto de Setúbal, aumentando a capacidade operacional e promovendo maior eficiência e competitividade no transporte ferroviário de mercadorias. “A intervenção assume particular relevância no contexto dos investimentos em curso no Corredor Internacional Sul, contribuindo para afirmar o Porto de Setúbal à escala regional, nacional e internacional”, destaca.
O estudo de viabilidade económico-financeira efetuado aponta para uma procura de 2.900 comboios por ano em 2030, uma taxa de rentabilidade interna de 19% do investimento. Além disso, a obra permitirá evitar a emissão de 200 mil toneladas de CO2 equivalente.



