O Grupo DHL anunciou o reforço da sua capacidade logística no setor das ciências da vida e saúde com a criação de uma rede de transporte aéreo dedicada à cadeia de frio.
Em comunicado, adianta que este movimento visa moldar a forma como são transportados medicamentos, vacinas, produtos farmacêuticos e terapêuticas celulares e genéticas sensíveis à temperatura.
Esta rede, que se enquadra num investimento global de dois mil milhões de euros em logística da saúde, propõe-se dar aos clientes total visibilidade nesta cadeia altamente sensível, respondendo às necessidades das companhias farmacêuticas.
“As empresas de ciências da vida e saúde esperam soluções de frio que sejam confiáveis, seguras e transparentes de uma ponta à outra e essas expectativas estão a crescer rapidamente”, começa por notar o CEO da DGL Global Forwarding, Freight, Oscar de Bok. Além disso – acrescenta – “procuram formas de simplificar as cadeias de abastecimento e reduzir custos”.
Assim, ao reduzir a dependência de transportadores externos ou companhias aéreas, a DHL “melhora a integridade do produto e o controlo de temperatura em toda a viagem”, ao mesmo tempo que aumenta a resiliência da cadeia de abastecimento num contexto de tensão geopolítica e crescente complexidade regulatória.
A nova rede vai ligar os principais hubs aéreos da DHL, incluindo Bruxelas (Bélgica) e Cincinnati (EUA), seguindo-se, numa segunda fase, rotas adicionais para a Europa, o Médio Oriente, Ásia e América Latina.
Este corredor faz a ligação entre o Midwest dos Estados Unidos, onde se localizam as principais companhias farmacêuticas, diretamente para um dos ecossistemas de ciências da vida mais avançados da Europa. Em Bruxelas, será apoiado por 45 mil metros quadrados de armazenamento no terminal de carga do aeroporto.
Um cargueiro Boeing 777 foi colocado ao serviço exclusivo desta operação.



