As exportações de frutas, legumes e flores cresceram 5% em 2025, para os 2,6 mil milhões de euros. Trata-se, segundo a Portugal Fresh, trata-se de um novo recorde anual.  No entanto, a associação de promoção do setor mostra-se preocupada com o impacto da depressão Kristin sobre a agricultura, defendendo apoios para assegurar que os produtos continuarão a chegar aos mercados, incluindo os de exportação.

A União Europeia é o principal destino destas exportações, absorvendo 83,6% do valor. Por países, destaca-se a Espanha, que recebe 39% (em valor) das frutas, legumes e flores nacionais. Seguem-se França (13%), Países Baixos (9%), Alemanha (8%) e Reino Unido (6%).

“O constante crescimento das exportações de frutas, legumes e flores é, sem dúvida, um orgulho para as empresas produtoras e demonstra que o setor agrícola e alimentar nacional é competitivo e apresenta qualidade nos seus produtos, afirma, em comunicado, o presidente da associação, Gonçalo Santos Andrade.

Acrescenta, a propósito, que o acordo de comércio livre com os países do Mercosul constitui “uma oportunidade globalmente positiva para o agroalimentar português – principalmente nas frutas – e europeu, já que possibilita o acesso a um mercado de 270 milhões de consumidores”.

Também o Acordo União Europeia-Índia é de “extrema importância”, pois vai permitir às empresas portuguesas exportar mais, de forma mais simples e barata. “Para crescermos é necessário abrir novos mercados com uma diplomacia económica eficaz”, sublinha.

No entanto, a Portugal Fresh alerta para os graves prejuízos que a depressão Kristin provocou na agricultura, com culturas totalmente destruídas: “Só poderemos continuar a ser competitivos se apoiarmos os produtores nacionais que foram fortemente afetados. Apoiar o setor das frutas, legumes e flores, bem como o setor agroalimentar e florestal em geral, não é apenas uma questão de solidariedade para com os agricultores: é uma decisão estratégica para o país. É preciso olhar para a economia rural e assegurar que os produtos produzidos no nosso país continuarão a chegar à nossa mesa e aos mercados de exportação.”