O 24 Horas de Logística 2026 regressa com um formato híbrido, combinando preparação online e desafio em contexto industrial real, e volta a colocar equipas à prova em cenários muito próximos da realidade operacional. A iniciativa, coorganizada pela Sfori e pela Supply Chain Magazine, decorre entre 11 e 18 de maio, em fase online, e culmina a 2 de junho, com uma jornada presencial na Volkswagen Autoeuropa, em Palmela.
Dirigida a equipas de três a cinco elementos, compostas por profissionais da logística, da gestão da cadeia de abastecimento e áreas afins, bem como estudantes do ensino superior, esta é uma ação de formação certificada pela DGERT, concebida em formato experiencial e competitivo. Ao longo de duas fases complementares, os participantes enfrentam desafios técnicos e comportamentais, tomam decisões sob pressão e testam a sua capacidade de coordenação, adaptação e execução.
Mais do que um jogo, o 24 Horas de Logística afirma-se como uma experiência formativa intensiva, pensada para quem quer compreender melhor como se decide, lidera e executa em contextos logísticos exigentes.
Depois de uma edição que consolidou o modelo híbrido, esta abordagem passa agora a ser estrutural. Não por tendência, mas por convicção. “Ao assumirmos o formato híbrido como estrutural, ganhámos uma separação muito clara entre ‘construir base’ e ‘provar em realidade’”, explica Alexandre Real, Partner da Sfori. “Isso torna a experiência mais exigente e, sobretudo, mais transferível para o dia a dia profissional.”
A fase online existe para garantir que todas as equipas entram no desafio com um referencial comum. É aí que se alinham linguagem, método e critérios de decisão, através de desafios de resolução de problemas, momentos síncronos e assíncronos e contributos de especialistas. Mais do que transmitir conteúdos, esta etapa prepara os raciocínios que depois serão colocados à prova sob pressão.
Para Filipe Barros, Executive Manager da Supply Chain Magazine, esta lógica é central: “Enquanto coorganizadores, interessava-nos criar uma experiência que não se esgotasse num único momento intenso. A preparação distribuída permite que o desafio presencial seja realmente exigente e significativo, em vez de meramente demonstrativo.”
Se a fase online constrói base, a fase presencial valida essa preparação no único terreno que realmente interessa à logística: a execução. “A logística prova-se na capacidade de executar com ritmo, segurança, qualidade, coordenação e capacidade de recuperar quando as coisas não correm como planeado”, sublinha Alexandre Real. “É esse o verdadeiro campo de verdade.”
Em 2026, essa validação acontece em ambiente industrial real, na fábrica da Volkswagen Autoeuropa, em Palmela. Um contexto que eleva naturalmente o nível de exigência e obriga as equipas a tomar decisões com impacto concreto, sob condições operacionais reais.
“Trazer o desafio para um ambiente industrial de referência reforça aquilo que defendemos editorialmente”, acrescenta Filipe Barros. “A logística aprende-se melhor quando é confrontada com padrões reais de rigor e disciplina operacional.”
Competição como meio, aprendizagem como objetivo
Apesar do formato competitivo, o foco do 24 Horas de Logística não está apenas no resultado final. A competição funciona como mecanismo de foco, energia e compromisso, mas cada prova é desenhada como um dispositivo pedagógico.
“A urgência e a pressão são reais, tal como na operação”, explica Alexandre Real. “Mas cada desafio é pensado para gerar reflexão. Não nos interessa apenas o ‘quem ganhou’, interessa perceber como se decidiu, como se coordenou a equipa e com que consequências.”
Por isso, a iniciativa integra momentos estruturados de análise e debriefing, observação comportamental e devolução individual e coletiva. A componente comportamental assenta em assessment individual e de equipa, acompanhamento por facilitadores e um relatório final que transforma a pressão vivida em consciência acionável.
“O que nos interessa enquanto media não é romantizar a competição”, sublinha Filipe Barros. “É criar condições para que decisões, comportamentos e impacto operacional sejam observados, discutidos e melhorados.”
No final, o objetivo não é apenas acrescentar conhecimento técnico. A hierarquia é deliberada. “Queremos que os participantes levem, em primeiro lugar, uma nova forma de olhar para a logística”, afirma Alexandre Real. “Como um sistema vivo de decisões, trade-offs e consequências, onde planeamento, informação e execução estão interligados.”
Segue-se uma consciência comportamental mais madura: comunicação, liderança, organização, gestão do tempo e tomada de decisão sob pressão. O conhecimento técnico surge como consequência natural, já testado em situações próximas da realidade.
Para garantir que a aprendizagem não se perde no entusiasmo do momento, cada equipa recebe um relatório pós-evento que fecha o ciclo: leitura do percurso, desempenho em ação, análise comportamental e recomendações práticas de evolução. “É nesse pós-evento que se mede o verdadeiro valor da iniciativa”, conclui Filipe Barros. “Quando o que foi vivido se transforma em mudança concreta nas organizações.”
As inscrições para o 24 Horas de Logística 2026 já se encontram abertas. A iniciativa destina-se a equipas interempresas, promovendo benchmarking, partilha de práticas e contacto direto com diferentes realidades do setor. Para profissionais e organizações que procuram uma experiência de formação aplicada, onde conhecimento, comportamento e execução são testados em simultâneo, esta é uma oportunidade de entrar em contacto com a logística tal como ela é vivida no terreno.
Em 2025, o Centro de Operações Logísticas da Luis Simões, no Carregado, foi o cenário escolhido para a parte prática das 24 HORAS DE LOGÍSTICA.Veja ou reveja alguns dos momentos da edição de 2025 AQUI.
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