A Scania Ventures, o LOTS Group e a JUNA Technologies, em conjunto com a transportadora HAWA, criaram um modelo escalável para a logística eletrificada de longa distância na Europa. 

A solução combina a plataforma baseada em Inteligência Artificial (IA) Pathfinder – do LOTS Group – com as soluções de veículos eletrificados da JUNA, e a experiência operacional em logística da HAWA, culminando num corredor de 1.250 km, que já se encontra em funcionamento diário em serviço comercial, em toda a Europa Central.

A plataforma Pathfinder analisa rotas, necessidades de carregamento e dados de expedição, de forma a conceber e otimizar operações elétricas de longo curso em condições reais. Isto permite aos parceiros simular vários cenários, minimizar o risco operacional e ajustar as rotas antes de uma implementação mais alargada, de acordo com o comunicado oficial.

A configuração foi concebida para ser escalável. Através da análise contínua dos dados operacionais, o corredor pode adaptar-se a novos fluxos de transporte, e ser expandido para incluir capacidade adicional de emissões zero, à medida que as necessidades evoluam.

A JUNA disponibiliza o acesso à capacidade de camiões elétricos através de um modelo de pagamento por utilização, reduzido obstáculos ao acesso a transporte de longo curso com veículos elétricos a bateria.

“Com o Pathfinder, conseguimos conceber e operar rotas elétricas que respondem às exigências dos clientes e às condições reais da estrada. A plataforma permite-nos simular diferentes cenários, reduzir riscos e otimizar fluxos antes de avançar para operações em grande escala”, afirma Johan Palmqvist, managing director do LOTS Group Europe.

Por sua vez, Johan Kjellner, managing director e COO da JUNA Technologies, indica que este corredor prova que o transporte elétrico de longo curso não é um “projeto piloto”, mas uma “solução viável” para o quotidiano. “Ao integrar a nossa capacidade de camiões elétricos numa rede orientada por dados e otimizada por IA, conseguimos oferecer transporte fiável e de emissões zero à escala”.

Em comunicado, pode ler-se que esta solução vem contrariar a narrativa de que o transporte rodoviário elétrico de longo curso será uma solução comercialmente viável apenas por volta de 2030.