A Portos dos Açores acaba de lançar um concurso público internacional para aquisição de dois rebocadores elétricos de 70 toneladas, no valor base de 30 milhões de euros. Trata-se de uma medida que permite a renovação dos equipamentos atuais, ao mesmo tempo que aprofunda a sua aposta na descarbonização e na sustentabilidade ambiental.
Em comunicado, a administração portuária especifica que a sua frota de rebocadores é constituída por quatro navios, três dos quais em final da respetiva vida útil, apresentando 22, 23 e 28 anos de antiguidade e comportando capacidades de trabalho já desajustadas para as solicitações que se vão colocam nos portos açorianos. Esta decisão – acrescenta – visa também criar redundância operacional, alargando para cinco o número de rebocadores disponíveis na região autónoma.
Sobre a opção por rebocadores elétricos, sustenta que se enquadra na tendência global de descarbonização e sustentabilidade na indústria marítima. Além disso, o Governo Regional dos Açores deu indicações para se apostar na mobilidade elétrica, nas suas diferentes vertentes, desde logo porque parte significativa da produção de energia nas ilhas já se funda em fontes renováveis, como a geotermia, os parques eólicos e os painéis solares industriais.
O procedimento que agora é aberto tem em vista o fornecimento de duas embarcações sem limitações de navegação, capacitadas para apoio a manobras de acostagem de navios, reboques costeiros, acompanhamento, combate a incêndios e outros trabalhos de âmbito geral. Com a particularidade de o fornecedor selecionado ficar também com a obrigação de entregar duas unidades de carregamento de energia elétrica – a instalar nos portos de Ponta Delgada e Praia da Vitória, unidades pré-fabricadas e alojadas em contentores de 20 pés.
O preço base deste procedimento de concurso público está fixado em 30 milhões de euros, sem IVA, para os dois rebocadores e duas unidades de carregamento, “garantindo-se, com a aquisição conjunta, economias de escala em componentes comuns, bem como custos logísticos e de instalação mais competitivos”.



