Mais de 70 por cento das empresas da União Europeia (UE) abastecem-se no espaço comunitário, de acordo com um estudo recente do Eurostat a partir de dados de 2021 a 2023. Uma conclusão que demonstra a importância do Mercado único europeu.
Na base do estudo, está a constatação de que a cadeia de fornecimento se tem tornado mais relevante nos últimos anos, à medida que as empresas procuram acautelar a resiliência num contexto de crescente volatilidade.
Assim, no que concerne o fornecimento internacional, o primeiro destino dos países comunitários foram outros Estados-membro (73%), seguidos de países não pertencentes à UE (26%), da Índia (10%) e do Reino Unido (17%). A proximidade surge como o principal fator considerado, a par dos custos laborais.
São sobretudo as economias pequenas e abertas, com elevados custos de mão de obra, que procuram abastecer-se externamente: é o caso da Eslováquia, onde o fornecimento internacional responde por 11,38%; da Irlanda (9,86%); e da Dinamarca (9,39%). No outro extremo, estão a Bulgária (0,80%) e a Polónia (1,11%).
Por setores, os dados analisados permitiram concluir que são as empresas de serviços que mais recorrem ao fornecimento externo (60%), por oposição com as da indústria e da construção (40%).
No que toca às compras propriamente ditas, 48% das empresas adquiriram matérias-primas no mercado único, face a 16% que se abasteceram fora da União. A mesma tendência verifica-se nos componentes: 35% das empresas fez compras na UE.



