O Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) considera possível que o setor atinja a meta dos 1.000 milhões de euros em exportações já este ano, valor que deveria ter sido alcançado até 2023, mas não foi possível. Desta forma, espera chegar aos 1,2 milhões até 2030, de acordo com Frederico Falcão, presidente da Viniportugal, citado pelo Jornal de Negócios.
“Estávamos em querer que esse valor dos 1.000 milhões de euros fosse atingido em 2025. Não foi, e aqui há uma grande culpa dos Estados Unidos da América (EUA), pela instabilidade e redução que nos trouxeram, mas estamos confiantes que até 2030 vamos chegar aos 1,2 mil milhões de euros”, indica o responsável.
No entanto, para Frederico Falcão, o mais importante é “trazer sustentabilidade económica para o setor”, e isso passa por continuar a aumentar o preço de venda. Este incremento tem feito crescer também o preço médio de exportação.
Francisco Toscano Rico, presidente do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), em declarações aos jornalistas após uma visita a produtores de vinho da região de Trás-os-Montes, em Valpaços, afirmou que Portugal é um dos países a nível global com maior “vocação exportadora”, sendo que os mercados que mais importam vinho português são EUA, Brasil, Reino Unido e França.
Portugal sofreu com o clima de incerteza espoletado pela tarifas impostas pelos Estados Unidos, gerando impacto nos objetivos delineados para 2025. “Quando as regras não são claras, é natural que, quem está no negócio, se retraia, e foi isso que aconteceu: os grandes importadores americanos retraíram-se naquilo que eram as suas encomendas ao exterior e Portugal, que exportava tanto [para os EUA], o [seu] principal mercado, ressentiu-se e não conseguiu recuperar até ao final do ano [2025]”, explica.
No entanto, o responsável encontra-se otimista quanto ao futuro do setor, acreditando que “estão reunidas as condições para [um] crescimento no próximo ano”, uma vez estabilizadas as regras e mesmo tendo em conta a penalização de 15% levada a cabo pelos EUA.
“Vamos esperar, mas acreditamos que, [pelos] indicadores daquilo que é a venda ao consumidor final do vinho português, Portugal se está a destacar [nos] outros mercados. Portanto, há aqui um sinal de otimismo, que é um mercado a explorar, e é importante termos, de forma concertada, todas as regiões do país [a reforçar] a imagem de Portugal nesse mercado”, conclui Francisco Toscano Rico.



