A ZIM Integrated Shipping Services está à beira de ser vendida. Em comunicado, a administração da companhia israelita confirma ter recebido várias propostas, mas rejeitou o processo de management buy out liderado pelo atual diretor executivo, Eli Glickman.

O comunicado adianta que estão a ser avaliadas propostas de “múltiplas partes estratégicas” para adquirir todas as ações da empresa.

Sobre a proposta de Glickman, que se associou ao magnata israelita Rami Ungar, diz apenas ter sido rejeitada por “desvalorizar significativamente” a empresa.

Não confirma, além disso, as notícias que dão conta do interesse de operadores como a Maersk, a Hapag-Lloyd e a MSC. Citado pelo site FreightWaves, o senior director de Comunicações da Hapag-Lloyd, Nils Haupt, afirmou que a companhia não comenta rumores. E a MSC manifestou, em mail ao mesmo site, que “não está e nunca esteve interessada em licitar a ZIM”.

O negócio conta com a oposição dos trabalhadores, tendo o líder sindical Oren Caspi encetado diligências junto do ministro dos Transportes e do parlamento, exortando o Estado a usar a sua “golden share” (“ação de ouro”, que lhe confere poderes especiais, nomeadamente de veto), para impedir que a ZIM seja adquirida por empresas estrangeiras.

Refira-se que, no último mês, as ações de ZIM subiram mais de 3,5%. No entanto, as receitas do terceiro trimestre de 2025 sofreram uma queda acentuada, na ordem dos 36%, face ao período homólogo do ano anterior.

Com uma capacidade de 705 mil TEU, a empresa sediada em Haifa está no décimo lugar dos operadores de transporte marítimo de contentores. Fundada em 1945, opera em mais de 90 países e serve clientes em mais de 300 portos.