No dia 30 de janeiro, o Hotel Meliã, em Braga, recebeu a segunda edição da conferência Intralogística, organizada pela Supply Chain Magazine. O evento, cujo mote foi “Transformar a Intralogística: Inovação e Eficiência para o Futuro”, reuniu cerca de 180 pessoas que passaram este dia a explorar as últimas tendências e tecnologias que estão a revolucionar o campo da intralogística.

Na primeira parte do evento abordou-se a importância de transformar os dados em conhecimento para ser possível tomar boas decisões, sendo este um fator que preocupa cada vez mais as empresas. Para isso, é preciso ter conhecimento da realidade onde a empresa está inserida, as contingências e possíveis impactos. Os dados são a base de uma boa decisão.

De seguida, o foco incidiu sobre os projetos desenvolvidos por António Galrão Ramos do INESC Tec e Elsa Silva do ALGORITMI Research Centre, na área da intralogística através de digital twins, nomeadamente nas áreas do armazém, receção, picking ou expedição. Apresentaram o projeto de descontentorização automática, na qual efetuaram a simulação do ambiente desde a chegada dos contentores ao armazém e, na fase seguinte, a paletização dos produtos. Foi desenvolvido um gerador automático de paletização em que, através da informação dos produtos, é possível indicar ao robô a posição de cada artigo na palete.

Durante a primeira parte da manhã foi ainda possível conhecer o Lean Excellence Centre, nomeadamente a sua visão em fomentar o conhecimento lean, e unir esforços entre empresas para criar ou adaptar produtos à realidade lean. Foram apresentadas algumas ferramentas e soluções, assim como nas intervenções seguintes, nas quais se demonstraram as funcionalidades dos equipamentos da Follow Inspiration e da Jungheinrich.

A manhã prosseguiu com a intervenção da CodeOne, na qual foi referida a importância que tecnologias como RFID e Machine Learning terão no ano de 2024. As empresas devem preparar-se para esta realidade recolhendo dados. Estas implementações serão necessárias para melhorar a qualidade de vida dos operadores nos locais de trabalho. A única mesa redonda da conferência fechou a manhã, durante a qual foram apresentados os desafios que as empresas dos oradores enfrentam atualmente, bem como quais as necessidades que enfrentarão no futuro em termos de tecnologia. Debateu-se ainda a relevância da transformação digital, e como esta já é uma realidade, e como é que se pode interligar com o problema da falta de mão de obra nesta área. Concluiu-se que o digital é considerado crítico nas organizações, mas também é necessário trabalhar em equipas mistas (robôs e humanos), estar o mais atualizado possível, e ter um bom planeamento e análise.

A tarde do dia 30 foi dedicada a casos práticos. Após terem sido apontados os fatores-chave da automatização, como a ergonomia e interação com os operadores, flexibilidade e escalabilidade, a Generix apresentou o caso de sucesso com a Lusavouga, que passou por orquestrar todos os recursos, planear o inbound e outbound, otimizar o armazenamento e arrumação, e integrar alguns automatismos, como miniloads, um transportador aéreo, um conveyor, entre outros.

De seguida, a Tecnibite apresentou as os benefícios de utilizar o XLOG WMS, um sistema de gestão de armazéns, que gere a mercadoria desde o momento que entra até sair do armazém. Algumas das suas características são o controlo de localizações, a seleção automática de localizações em receção e picking, ou o reaprovisionamento e picking por voz.

A Cegid e o seu parceiro Devlop trouxeram à conferência um caso prático. Na mesa redonda “A Digitalização dos processos na Logística – Caso Orey/Grupo Horizon” fornecedores e cliente tiveram oportunidade de partilhar ideias e know-how no campo da gestão logística, além de explorarem as vantagens da solução Eye Peak da Cegid Primavera, mergulhando num caso real, com a ajuda de Daniel Baptista, Business Developer da CEGID, Hugo Duarte da Fonseca, da Devlop, e Hugo Martins, do Grupo Horizon.Caso Orey/Grupo Horizon

A Cleanbots encerrou a primeira parte da tarde ao apresentar os seus robôs que surgem para inovar o processo de limpeza dentro dos armazéns.

A importância que a intralogística está a ter nas empresas, foi um dos highlights trazidos pelo INEGI, bem como a tecnologia que lhe está inerente. Até 2026, 75% das empresas irão adotar robôs inteligentes nas suas operações de intralogística. Abordou-se a metodologia adotada pelo INEGI para ajudar as empresas, nomeadamente através da identificação da situação atual, reduzir ineficiências, automatizar e otimizar.

De seguida, a Bosch Industry Consulting abordou as vantagens da simulação industrial, nomeadamente, análises de cenário, uma maior transparência do fluxo de processo e visualização lógica, ou ajuda na decisão validada de forma matemática. A fechar a conferência esteve a start-up Azitek, que apresentou a sua solução tecnológica para rastreamento, que possibilita ter um inventário em tempo real

Reportagem completa na edição de fevereiro da revista.