Iniciamos um novo ano, e a Covid-19 irá continuar a desempenhar um papel importante no comércio global e no comportamento da cadeia de abastecimento. Fatores como aparecimento de diversos surtos, mutações do malicioso vírus e a volatilidade dos mercados vão continuar a marcar este “novo normal”.

Importa referir que, com a globalização condicionada, os desequilíbrios existentes têm tendência para normalizar. Contudo, calcula-se que o reequilíbrio só irá acontecer em meados deste ano e que poderá resultar numa recessão por oferta excessiva.

Neste momento, a sensação de escassez está a suscitar nas empresas uma aquisição de material em maior quantidade do que o necessário, presumindo a ausência de matérias-primas em semelhança com o ano de 2020 altura, em que as famílias recearam a escassez de bens essenciais, ocorrendo, consequentemente, um excesso de procura num mercado com enormes dificuldades em dar resposta.

Neste seguimento, prevê-se que o excesso de procura poderá originar um excesso de oferta em meados de 2022. Atualmente, deparamo-nos com uma abundante carga em trânsito, os stocks encontram-se repletos, e não será surpreendente se, na segunda metade do corrente ano, a atividade regredir devido a esta situação.

Podemos referir que, neste novo ano, a gestão das informações, utilizadas para prever a evolução e possíveis interrupções da cadeia, irá aumentar, permitindo as empresas tomarem decisões baseadas em dados na gestão do dia-a-dia. Os profissionais de aprovisionamento irão estar preparados para extrair todos os benefícios da inovação tecnológica, de forma a reforçar os seus processos de trabalho. A automatização dos processos será um facilitador fundamental de agilidade e velocidade necessárias para melhorar a vantagem competitiva, reduzir os estrangulamentos, e reforçar as estratégias para resistir à mudança.

Portanto, as empresas têm que continuar a contornar as principais questões existentes na cadeia de abastecimento, tal como a Era da Covid-19, em que os aumentos dos custos são imputados ao consumidor, através do aumento de preços e atrasos na entrega. As empresas devem dissecar os seus modelos de supply chain e centrarem-se em torná-los flexíveis e resilientes, no intuito de extrair o melhor resultado possível para o seu modelo de negócio.

Votos de um bom ano de 2022!

Fábio Magalhães | Departamento de compras | Teka Portugal, S.A.

 

 

 

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