A start-up portuguesa Bloq.it, especializada em soluções de cacifos inteligentes, está agora focada em ajudar as empresas de logística, retalho e e-commerce a serem mais eficientes. A empresa pretende massificar o uso desta tecnologia para o resto do país e um pouco por todo o mundo.

À PCDiga, João Lopes, COO da Bloq.it, revelou que no início deste ano a empresa vai receber uma ronda de investimento com o objetivo de “acelerar o crescimento da equipa de produto, tecnológica e comercial e apostar em marketing”. A pandemia de COVID-19 veio criar uma oportunidade para a Bloq.it, mas esta agora pretende abandonar a parte física do negócio e tornar-se apenas digital. Com este novo foco, a empresa passará a fornecer apenas software ao invés de também hardware, e como tal, o negócio passa de B2C para B2B, e contam com casos “no retalho, e-commerce, logística e indústria farmacêutica”.

Em Portugal, a Bloq.it conta com grandes clientes como a Galp, Glintt, El Corte Inglés ou Sonae Sierra, mas o mercado estrangeiro foi o grande impulsionador da empresa durante 2021, representando entre 80 e 90% da faturação da empresa. Segundo o COO, a Polónia e os países nórdicos utilizam esta solução de forma “massiva”, sendo de 87% nesta primeira, e acrescenta que países como a Suécia ou a Finlândia têm níveis muito baixos de entregas em casa (10 a 20%), apostando em cacifos inteligentes como alternativa.

João Lopes defende ainda que esta solução traz vantagens para o cliente ao nível da sustentabilidade, visto que as empresas de logística passam a fazer apenas uma deslocação para várias entregas.

“Um estafeta deixa uma encomenda num cacifo e tem a garantia de que é entregue à pessoa certa; o destinatário tem um código para abrir esse cacifo, que pode estar numa estação de serviço ou centro comercial, farmácia ou supermercado, e pode fazê-lo quando quiser e lhe for mais conveniente”, explica o responsável.

A tecnológica portuguesa trabalha com empresas em França, Países Baixos, Suíça, Alemanha e Peru, e está a entrar agora no Egito e no Quénia.

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