O Plano Municipal de Logística Urbana Sustentável (PLUS), que visa reduzir a poluição gerada pelo tráfego de veículos associados ao sector da logística, foi aprovado pela Assembleia Municipal do Porto, com a abstenção do PS, CDU e BE, avança o Observador.

O PLUS engloba um conjunto de medidas e acções que visam, em três anos, garantir a diminuição da poluição proveniente do tráfego de veículos associados à logística urbana e reduzir o nível de emissões de CO2 [dióxido de carbono] através do aumento da eficiência das operações de cargas e descargas. A par deste último objectivo, o plano pretende mitigar constrangimentos à mobilidade originados pelas operações e circulação de veículos de transporte de mercadorias e prestação de serviços, contribuindo para a segurança rodoviária.

O vice-presidente da Câmara do Porto, Filipe Araújo, defende que esta aposta passa pela “mudança de paradigma”, algo que considera que a autarquia tem feito em diferentes domínios. “Em breve irei levar, a reunião do executivo, uma proposta em que o município se vai propor a uma meta superior (de descarbonização). Vamos fazê-lo porque temos evoluído favoravelmente”, disse, acrescentando que o município reduziu em cerca de 46% a emissão de CO2.

Por parte dos partidos que se abstiveram ao PLUS, Rui Lage, deputado socialista, afirma que, apesar de não existirem “medidas às quais o PS se oponha” no plano, a redução das emissões de CO2 preconizadas “é residual” e “configura uma oportunidade perdida”, considerando o plano “isolacionista e sem espírito metropolitano”. Já a deputada Susana Constante Pereira, do BE, refere que o PLUS “deixa muito a desejar”, considerando que deveria “assentar em políticas públicas” que garantam, por exemplo, melhores condições de transporte para os comerciantes, promovam modos de transporte suave e não facilitem o acesso a isenções de taxas municipais. Por sua vez, o deputado Rui Sá, da CDU, considera o documento positivo e que vai “ao encontro das preocupações da cidade”, defende ainda a necessidade de se discutir os horários das cargas e descargas dos operadores logísticos na cidade.

Será através da concretização de 10 acções que o plano se materializará, organizadas por três categorias: a adaptação do ambiente construído, através da materialização de lugares/bolsas de carga e descarga; regulamentação e incentivos, com a criação de condições para a melhoria da eficácia da fiscalização; e gestão operacional através da melhoria da interacção com os stakeholders e do apoio à instalação de equipamentos e infra-estruturas dedicadas à logística urbana e respectiva monitorização.

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