A crise energética que está a afectar o Reino Unido teve novas vítimas: Neon Reef e Social Energy Supply. Ao todo já foram 21 fornecedores de energia britânicos que faliram face aos preços do gás natural praticados actualmente, e com isso mais de 2 milhões de clientes ficaram sem fornecedor desde o início de Setembro, segundo avançou a Sky News.

Empresas mais desprotegidas contra a flutuação dos preços viram-se obrigadas a comprar energia a preços muito elevados, e a vender a preços mais baixos devido a vínculos contratuais, mas a principal razão apontada é a imposição para as tarifas no mercado doméstico, que actualmente estão abaixo do preço de custo, imposição feita pelo Ofgem (Office of Gas and Electricity Markets). As empresas consideram estas medidas insustentáveis.

Os impactos para os clientes estão a tentar ser minimizados através da atribuição de novos fornecedores, de modo a que o abastecimento de energia permaneça sem interrupções, mantendo ainda o seu dinheiro protegido, no caso de terem créditos.

O director de retalho do Ofgem, Neil Lawrence, defende que “a prioridade é proteger os consumidores”, e garante que os clientes afectados não precisam de se preocupar, pois o fornecimento de energia irá continuar.

O Governo de Boris Johnson está sob pressão das indústrias de consumo intensivo de energia, como metalúrgicas ou de cerâmica, para que este faça algo relativamente ao custo da energia, pois encontram-se sob o risco de cessar actividade e desencadearem milhares de despedimentos.

Na outra ponta da Europa, a Bielorrússia ameaçou cortar as ligações entre o gasoduto que atravessa o país para chegar à Europa, como forma de retaliação contra as novas sanções impostas pela União Europeia. Este gasoduto tem como origem a Rússia, um dos principais exportadores de gás natural para o continente. O Kremlin avançou que não foi notificado de tal acção anteriormente à ameaça e garantiu que o abastecimento continuará a ser feito.

“Relembro que o presidente Putin mantém a posição de cumprir as suas obrigações contratuais. A Bielorrússia é nossa aliada, mas é um Estado soberano”, disse Dmitry Peskov, porta-voz do governo russo, citado pela agência Reuters.

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