A falta de chips para abastecer as necessidades do mercado continua a ser um dos temas preocupantes do momento. A maioria dos nossos gadgets diários e carros precisam destes semicondutores para serem fabricados, e a abertura repentina do mercado após meses de pausa por causa da pandemia fez com que uma grande quantidade de empresas procurassem abastecimento ao mesmo tempo, e os produtores não conseguiram dar resposta às suas necessidades.

A China, contudo, tomou recentemente a decisão de priorizar o mercado interno ao invés do externo, o que agrava os problemas de abastecimento devido à dependência global deste mercado.

A Comissão Europeia também já se manifestou de forma a ajudar o sector a superar estas dificuldades, e prevê a aprovação de “apoio para colmatar potenciais lacunas de financiamento”, segundo avança a entidade.

“A escassez global expôs a importância desta indústria num amplo espectro da economia europeia, desde a electrónica automóvel, passando pela electrónica de consumo, até à farmacêutica. Isto é dificultado por um mercado muito concentrado com elevadas barreiras e por um contexto geopolítico específico”, comentou Margrethe Vestager, vice-presidente executiva da Comissão Europeia com a pasta da Concorrência, numa conferência de imprensa em Bruxelas. “Cada caso de fornecimento de semicondutores será rigorosamente avaliado (…) de modo a assegurar que os projectos tenham um carácter europeu e para evitar uma corrida aos subsídios dentro e fora da União”, acrescentou.

Já várias empresas estão a estabelecer parcerias de modo a poderem fabricar componentes, como são os casos da Bosch e da Ford.

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