Com a subida dos preços que se tem vindo a verificar nos últimos tempos, só a partir do segundo semestre de 2022 é que as operações logísticas internacionais deverão normalizar. A falta de matérias-primas continuará a fazer-se sentir, uma situação que deverá agravar-se com o Natal, alertam os transitários e agentes de navegação.

Em declarações ao Jornal Público, o director-geral da Associação Portuguesa dos Agentes de Navegação (AGEPOR), António Belmar da Costa, pensa que “estamos a viver o maior período de stress na cadeia logística. O mundo nunca enfrentou nada parecido com isto”, acrescentando que, mesmo após a normalização, não é expectável que os preços regressem aos níveis registados antes da pandemia.

“Vai faltar matéria-prima para as indústrias laborarem, como já se está a ver nos semicondutores. E relativamente aos preços duvido que alguma vez venham a normalizar”, afirma António Nabo Martins, presidente da Associação dos Transitários de Portugal à mesma fonte.

Paralelamente à falta de matérias-primas, há outros constrangimentos a afectar as cadeias de abastecimento, como a falta de navios, contentores e motoristas, o Brexit, os custos energéticos e o aumento dos preços dos combustíveis.

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