Com o problema de abastecimento de semicondutores pelo qual a cadeia de abastecimento se encontra a passar, começaram a surgir no mercado chips falsos, reutilizados ou com padrões inferiores, de modo a colmatar estas falhas.

Já existem casos no mundo de empresas que encomendaram chips que chegaram defeituosos, ora que não eram o solicitado, ora que não ligavam, apesar dos nomes dos fornecedores aparentarem ser genuínos.

Analistas da indústria recomendam que as empresas não tentem adquirir chips através de fornecedores não autorizados, pois não possuem garantia de fabricantes, nem informam onde nem quando foram armazenados, podendo facilmente entrar no mercado. Estes são geralmente chips removidos de produtos electrónicos descartados, passando por novos, ou chips que não conseguiram atingir os padrões de qualidade. Noutros casos, o próprio nome de fabricante e número do modelo do chip é falsificado.

No Japão já começam a surgir novos modelos de negócio para fazer face a estas situações, sendo que algumas empresas já oferecem serviços de verificação de autenticidade de chips, como a Oki Electric Industry. Todos os dias esta empresa recebe uma grande quantidade de componentes suspeitos que são verificados através de uma série de testes com lasers, microscópios, raio-x e outros instrumentos.

Este serviço da Oki surgiu em Junho deste ano, e até finais de Agosto já tinham recebido mais de 150 pedidos de verificação, na sua maioria feita por parte de fabricantes de maquinaria industrial e equipamentos médicos. Este trabalho inclui derreter os chips ou remover as caixas para examinar os logótipos dos fabricantes e identificar padrões em chips de silício e outras propriedades físicas. Após a empresa ter analisado os primeiros 70 pedidos conseguiu identificar problemas em 30% dos chips.

A japonesa alerta que após o chip chegar a algum dispositivo já é tarde demais para se fazer algo, e com a crise algumas optam por esta opção menos fiável.

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