Foi recentemente anunciado o investimento da Leroy Merlin em dois novos espaços em Palmela e em Oliveira do Bairro, de forma a conseguir responder melhor ao crescimento que o segmento de mercado de construção, bricolage e jardim tem tido ao longo dos últimos anos, especialmente ao nível das operações de gestão de entregas ao domicílio devido ao novo comportamento dos consumidores, registando um aumento de 304%.

A empresa também avança que devido a esta mudança de comportamento e de os consumidores serem mais exigentes relativamente aos prazos de entrega e à disponibilidade de stocks, sentiu-se uma necessidade de reforçar a eficácia nas operações de Supply Chain, tendo surgido estes dois novos espaços: o Centro de Distribuição Regional Margem Sul, em Palmela, e o Armazém Centralizado de Cerâmica, em Oliveira do Bairro.

O centro de Palmela conta com cerca de 6.500 metros quadrados, divididos em cerca de 3.000 metros quadrados de placa operacional e os restantes para uma zona de armazenamento em altura. Este espaço tem três naves logísticas, oito cais desnivelados de cargas e descargas e uma capacidade de armazenamento de 3.700 paletes em rack. A empresa destaca ainda os espaços sociais para as equipas e uma zona de open space para potenciar o trabalho colaborativo.

Este espaço irá servir as lojas de Almada, Setúbal, Barreiro, Montijo e Évora, estando estrategicamente localizada perto destas lojas, o que rentabiliza os custos operacionais e a pegada carbónica face à Plataforma Regional de Lisboa. Neste centro de distribuição também será possível os clientes utilizarem o Click & Collect para recolherem as encomendas feitas previamente em loja ou online, através de uma zona exclusiva para o serviço.

De acordo ainda com a empresa, o Centro de Distribuição Regional Margem Sul será também uma Plataforma Regional Piloto para experimentação, testagem e implementação de novas ferramentas informáticas, novas metodologias de gestão operacional e competência, tais como Certificação ISSO 9001, partilha do armazém para um parceiro B2C e retirada de mercadoria para o cliente final. Contam com uma equipa de 30 pessoas: um responsável pela plataforma, um coordenador de operações, três supervisores, 19 operadores logísticos e seis operadores de relação com o Cliente.

Sobre o segundo, o Armazém Centralizado de Cerâmica, em Oliveira do Bairro, este conta com 3.000 metros quadrados e está inserido numa estratégia de gestão de políticas de stock, procurando dar resposta a variáveis inerentes a esta tipologia de artigos, como o espaço, a gestão dos lotes e as quebras possíveis em stock. O objectivo é criar uma promessa diferenciadora e única no mercado, capaz de fazer entregas a nível nacional em 48 horas, quer em loja, quer ao domicílio.

José Miranda, director de Operações de Supply Chain da Leroy Merlin em Portugal, comenta que “estas aberturas são fruto de um projecto de reposicionamento das plataformas regionais da Marca e da necessidade que a LEROY MERLIN sente de estar mais próxima dos seus clientes e de agilizar os processos em loja e o fluxo de stocks. Com este projecto piloto do Centro de Distribuição Regional Margem Sul, a LEROY MERLIN quer avançar rumo à criação de uma infra-estrutura de plataformas que responda às necessidades de apoio às lojas, ao mesmo tempo que retira das lojas tarefas logísticas que não acrescentam valor, libertando-as para a preparação dos Pedidos Cliente e outras funções de valor acrescentado”.

Para além destes novos espaços, a Leroy Merlin também pretende migrar, a partir de Outubro, as operações logísticas das plataformas da Mealhada e de Algoz para novas instalações, com o objectivo de optimizar as operações de acordo com vários eixos de melhoria.

Questionada relativamente a estas próximas alterações de espaço, a Leroy Merlin comentou, tendo como porta-voz novamente José Miranda, que “tal como aconteceu no caso do Centro de Distribuição Regional da Margem Sul, em Palmela, e do Armazém Centralizado de Cerâmica, em Oliveira do Bairro, as novas instalações das plataformas da Mealhada e de Algoz surgem num contexto de crescimento do mercado que aumentou exponencialmente a necessidade de cadeias de abastecimento ágeis, resilientes e digitais”.

Segundo avança o responsável, foi feita uma análise que apontou que as plataformas actuais não conseguiam dar resposta suficiente às actuais necessidades do mercado, devido ao crescimento constante nas operações de gestão de entregas ao domicílio que sentiram ao longo dos últimos três anos. “Com a chegada da pandemia, o aumento nestas operações foi exponencial e o comportamento dos consumidores mudou de forma profunda. Por isso mesmo, fomos forçados a reavaliar o mais rapidamente possível a nossa organização logística”, comenta José Miranda.

Depois de Palmela e Oliveira do Bairro, as plataformas da Mealhada e Algoz serão as próximas apostas na optimização das operações, tendo apontado os seguintes eixos de melhoria:

  •  Localização estratégica e optimizada, tendo em conta as localizações das lojas e
    grandes centros urbanos
  • Implementação de layouts, material técnico e sistemas de informação
    adaptados e necessários para os desafios operacionais das cadeias de
    abastecimento ágeis e resilientes;
  • Condições de segurança adaptadas para os colaboradores, clientes e
    mercadoria;
  • Capacidade operacional para co-construir uma oferta multiformato e disponível
    em tempo real para todos os clientes;
  • Capacidade para reduzir lead times no abastecimento das lojas, no last mile
    para o nosso cliente final assim como o retirar da logística das lojas todas as
    tarefas que não acrescentam valor.
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