A indústria automóvel foi a mais atingida em Junho nos Estados Unidos e a produção de veículos e peças caiu 6,6%, avançou a Agência France Press, devido à crise dos microchips.

A tão falada falta de semicondutores prejudicou a produção de automóveis nos EUA em Junho, segundo informou o Federal Reserve àquela agência noticiosa.

A produção industrial subiu 0,4% no mês passado, abaixo do que os economistas projectavam e com uma desaceleração em relação ao crescimento de 0,7% verificado em Maio, de acordo com dados federais. A manufactura caiu 0,1% devido à escassez de chips, usados ​​em praticamente todas as indústrias, e que já fez com que algumas unidades fabris tivessem parado nos últimos meses.

“O crescimento foi claramente moderado em relação ao pico inicial na Primavera passada. Mas a indústria automóvel não é o único sector que luta contra este problema”, disse Ian Shepherdson, da Pantheon Macroeconomics.

Os dados evidenciam que outras indústrias, incluindo produtos de minerais não metálicos, bem como equipamentos eléctricos, electrodomésticos ou componentes electrónicos, viram a produção cair mais de 1% no mês passado, ainda que o sector automotive tenha sido o mais atingido, com a produção de veículos e peças a cair 6,6%.

Hoje, os chips são um componente fundamental. Actualmente, a produção de um carro novo, por exemplo, envolve milhares de microchips mas estes estão também presentes nos mais diversos produtos do dia-a-dia: torradeiras, televisões, frigoríficos, sistemas de alarme, lâmpadas LED, aviões, telemóveis, máquinas de café… o “cérebro” das sociedades contemporâneas ameaça tornar-se numa dor de cabeça mundial.

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