O coordenador da task force do plano de vacinação contra a COVID-19, o vice-almirante Henrique de Gouveia e Melo, numa entrevista à TVI, diz acreditar que Portugal irá atingir a imunidade de grupo, mas alerta para factores que fogem ao controlo das autoridades sanitárias, como por exemplo, a entrega de vacinas da Astrazeneca. Ainda assim, Portugal tem “vacinas armazenadas prontas a serem administradas” e que está a chegar um novo carregamento.

“O que não podia acontecer era chegarem vacinas e nós não termos capacidade para as administrar”, afirma o coordenador da task force, alertando para “o desafio logístico de vacinar entre 80 a 100 mil pessoas por dia” ainda que o nosso país não tenha falta de vacinas.

“Eu antecipo sempre problemas. O que se tem notado é que há um contrato que diz que em determinado trimestre chegam X vacinas. O que se verifica é que para cumprirem o contrato atrasam o processo de vacinação. Está a acontecer de trimestre para trimestre, de mês para mês”, reconhece Henrique de Gouveia e Melo.

Pelo facto de Portugal ter mais vacinas da farmacêutica britânica, que está limitada a maiores de 60 anos, o responsável explica que no caso de existir um excesso “poderemos ter de ceder essas vacinas ao fundo Covax, ou para os PALOP”.

Em relação ao processo de auto-agendamento de vacinação, o coordenador afirma que os problemas que têm surgido nesse sentido estão ligados directamente aos sistemas de informação. O vice-almirante elogiou também todos os envolvidos no processo de vacinação. “A grande dificuldade é juntar estas pessoas todas, como um exército, de forma organizada. Há 4.700 profissionais dedicados à vacinação, estes são os verdadeiros heróis”.

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