A pandemia veio evidenciar o lado menos positivo da globalização no momento em que vários países necessitaram de equipamentos de protecção individual ou ventiladores, e os produtores os reservaram para si.

Neste sentido, Portugal e a Europa querem ser mais autónomos em relação ao resto do mundo no que diz respeito ao acesso a bens e serviços críticos. Este foi um dos temas a ser debatido num encontro a partir de Lisboa, promovido pela Presidência Portuguesa da União Europeia, no dia 28 de Abril.

O ministro da economia, Pedro Siza Vieira, reforçou a ideia de fortalecer a capacidade de Portugal e a Europa, serem estrategicamente autónomos, ou seja, de melhorar a capacidade de se abastecerem de bens e componentes críticos. Para isso, afirma que é preciso favorecer não só os produtores industriais, mas todos de uma maneira geral “porque só mantendo uma economia competitiva é que conseguimos aguentar e prestar aos nossos cidadãos um nível grande de bem-estar”.

Por sua vez, Thierry Breton, comissário europeu do Mercado Interno, deixa três eixos de actuação. Primeiro, um mercado mais resiliente de forma a reduzir a vulnerabilidade na distribuição; trabalhar num melhor entendimento das estratégias de dependência e as suas implicações; e o facto de os casos de negócio para a transição verde e digital serem mais fortes que nunca.

Simultaneamente debate-se a valorização dos factores de produção nacional e a melhor maneira de os potenciar, e ainda o melhor trajecto para estimular a ascenção das empresas portuguesas às cadeias de valor internacionais.

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