Segundo a actividade registada na bolsa de cargas da Wtransnet, o sector do transporte rodoviário de mercadorias parece ter recuperado o seu ritmo habitual durante o primeiro trimestre de 2021. No seguimento da tendência ascendente observada desde o final do Verão passado, a bolsa de cargas salienta que têm “volumes de cargas superiores aos deste mesmo período no ano anterior, quando não sentíamos os efeitos da crise sanitária”.

Em números, isso traduz-se em cerca de 1,3 milhões de cargas disponibilizadas com origem e/ou destino na Península Ibérica, uma atividade que, em comparação com o mesmo período em 2020 representa m aumento de 9%.

“O crescimento das ofertas de cargas para a exportação, com origem em Espanha e Portugal e destino no resto da Europa, protagonizam a recuperação da actividade na Wtransnet, registando-se um aumento de 11% em relação ao primeiro trimestre de 2020”, detalha a empresa num comunicado.

A recuperação dos percursos que envolvem França, o principal país de destino da Wtransnet, com um aumento de 27%, explicam os números positivos do transporte internacional registados, ainda que França seja um dos países que mais altos e baixos apresentou o ano passado.

Por sua vez, as ofertas para importação também registaram melhor desempenho neste primeiro trimestre de 2021, com um crescimento de 5%: “as ofertas de cargas com origem em França, Itália, Alemanha e Países Baixos, os nossos principais mercados de origem para o regresso a casa com carga a partir da Europa, já se encontram dentro dos valores habituais. É notável, ainda assim, o extraordinário aumento das ofertas de cargas com origem na Alemanha, com 26% mais de actividade”, revela a mesma fonte.

A nível doméstico, as ofertas de cargas com origem e/ou destino na Península Ibérica corroboram a recuperação do sector. “A diferença positiva de 11% evidencia o regresso à normalidade para o transporte nacional, que sofreu mais do que nenhum outro a paralisação pela pandemia e que, ainda assim, é fundamental para os associados da Wtransnet”. “Actualmente, e com o primeiro trimestre de 2021 já concluído, verificamos uma tendência ascendente consolidada e que, perante as perspectivas de novas aberturas e o levantamento das restrições com o avanço do programa de vacinação, poderia inclusivamente traçar um panorama de crescimento muito superior ao esperado”.

Pode consultar o indicador completo de cargas aqui.

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