A GS1 Portugal organizou, no dia 8 de Abril, a 9.ª edição do Seminário de Supply Chain, subordinado ao tema “O novo paradigma da Cadeia de Valor: analógica, digital e o futuro”, num evento híbrido com transmissão para as redes sociais.

Em destaque, na segunda parte do evento, esteve o painel-debate que juntou Eduardo Brito da Jerónimo Martins, Jorg Deubel da Nestlé Portugal, Paulo Manso Preto da Sogrape, Rui Gomes da DHL Supply Chain e Pedro Côrte-Real da Sonae MC, falaram sobre a realidade das suas empresas e as oportunidades e desafios que a pandemia desencadeou. A colaboração e transparência ao longo da cadeia de valor, a necessidade da partilha de dados para melhoria da sua eficiência, a importância da rastreabilidade e o foco na sustentabilidade foram as principais linhas de força da conversa.

Para Eduardo Brito, “a pandemia trouxe a digitalização à força, sendo dada cada vez mais importância aos dados do produto disponibilizados online”. Mas, para a Jerónimo Martins, mais do que a partilha de dados, importa a rastreabilidade dos produtos. “É crucial capturar informação relevante para o cliente na origem, promovendo a rastreabilidade dos produtos e assegurando a transparência e a fiabilidade dos dados”, salientou Eduardo Brito.

Já Jorg Deubel, da Nestlé Portugal, destacou “a velocidade e a imprevisibilidade” como duas das grandes tendências que se evidenciaram neste período de pandemia. “Esta fase leva-nos a aceitar que vamos continuar a errar e que vamos prever cada vez menos o que se segue. Mas, quando acertamos, o resultado pode ser, de longe, superior”, enfatizou o responsável da Nestlé Portugal.

Para o o responsável de supply chain da Nestlé, “a personalização e a digitalização vieram para ficar”, assim como a preocupação com as áreas da saúde e da sustentabilidade. “O consumidor compra cada vez mais produtos com base em determinadas causas e quer saber em tempo real onde estão as suas encomendas” e, por isso, Jorg Deubel não tem dúvidas que “o poder dos dados e a importância da Inteligência Artificial serão as soluções para o futuro”.

Já Rui Gomes, da DHL Supply Chain, destacou “as pessoas” como o grande desafio da pandemia. Gerir a motivação e a parte emocional das equipas, assim como aproximar a gestão da organização às bases foi uma preocupação sempre presente para garantir a eficiência do trabalho neste período. Por isso, acredita que o futuro das empresas passa pelo “investimento no equilíbrio entre o capital humano e as tecnologias, reduzindo o gap entre as soluções tecnológicas e a capacidade das organizações para as implementar”.

“A resiliência, a rastreabilidade, transversal a toda a cadeia de valor, planeamento e melhores processos de colaboração” serão uma das chaves para o futuro, no entender de Pedro Côrte-Real da Sonae MC. Este orador destacou ainda que “a partilha de dados com fornecedores poderá ajudar as empresas no seu próprio planeamento”, assim como “a rastreabilidade dos produtos poderá ajudar a corrigir erros e problemas, em tempo real” ao longo de toda a cadeia de valor.

Do lado da Sogrape, Paulo Manso Preto entende que o grande desafio na actualidade é garantir a velocidade das entregas e o stock dos produtos, o que gerou a necessidade de desenvolvimento de “algoritmos, em data science, para analisar a procura dos consumidores. A pandemia trouxe a evidência da falta de visibilidade de informação e a necessidade de uma cada vez maior cooperação ao longo da cadeia de valor e, para isso, a GS1 desempenha um papel fundamental”, explicou.

A encerrar o 9.º Seminário de Supply Chain, a GS1 Portugal apresentou dois serviços de valor acrescentado que actualmente disponibiliza e que procuram responder às novas necessidades das cadeias de valo: o programa Lean & Green e a solução Verified by GS1.

A sessão poderá ser vista ou revista AQUI.

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