A pandemia de COVID-19 veio sem avisar e os negócios ressentiram-se. A DRiV Ibérica não foi excepção, mas com algumas precauções, soube melhor gerir a segunda vaga do que a primeira.

Ana Garcia Berrocal, regional marketing manager Espanha e Portugal da empresa, fez o balanço do ano de 2020 e explicou ainda o que esperam do futuro, à Revista Automotive.

A partir do segundo semestre do ano passado, com a implementação das medidas de confinamento em Portugal e Espanha, a DRiV registou uma redução significativa nas suas actividades. Ainda assim, na segunda metade do ano, através do alívio das medidas de confinamento, conseguiram recuperar gradualmente o volume de negócios e, inclusive, aumentaram as encomendas em comparação com 2019, segundo a responsável.

Contudo, a empresa preparou-se para enfrentar a pandemia, tendo analisado a movimentação do tráfego em Madrid no mês de Março de 2020 com o objectvivo de tentar antecipar no mercado de pós-venda. Através das observações obtidas no terreno construíram um modelo de negócio para ajudar as suas fábricas a produzir linhas de peças distintas, com tempos mais ajustados, o que permitiu terem produtos adequados nos momentos apropriados.

Actualmente, conseguem rastrear o comportamento de mais de sete cidades em Espanha e em Portugal. “Como resultado, notámos que as nossas vendas nos dois países estão melhores do que a tendência geral do mercado ibérico”, refere Ana Garcia Berrocal. Com base no centro de distribuição ibérico localizado na região de Coslada, em Madrid “conseguimos melhor servir os nossos clientes, factor que também contribuiu para a melhoria dos nossos números de vendas”, acrescenta.

Na segunda vaga, o comportamento do negócio da DRiV foi muito diferente da primeira vaga, segundo a responsável. Os distribuidores da empresa mantiveram abertas as unidades fazendo com que o sector de pós-venda e os reparadores automóveis “mantivessem em boa saúde as suas empresas”, afirma.

O ano de 2021 será “muito desafiante”, segundo Ana Garcia Berrocal, pois refere que várias empresas serão afectadas com as limitações das cadeias de abastecimento de peças, com origem em outros continentes. “Felizmente na DRiV temos uma grande capacidade de recursos, focados para garantir o fornecimento de peças e equipamentos sem constrangimento nem interrupções. Temos a vantagem de fabricar e dispor de centros de distribuição em quase toda a União Europeia. Contudo, sabemos que alguns fabricantes de peças terão mais dificuldades para disponibilizar e distribuir os seus produtos no mercado ibérico”, explica.

Em termos económicos, os dados apontam para que o PIB que a empresa perdeu em 2020 possa ser recuperado ao longo de 2021 e que, em 2022, a indústria automóvel voltará aos níveis de 2019, de acordo com a marketing manager.

“Uma das lições que aprendemos com a primeira vaga da COVID-19 é que a volatilidade requer que nos mantenhamos flexíveis, sobretudo na nossa cadeia de fornecimento, que deve permanecer dinâmica para responder de forma adequada e célere às alterações do mercado e a uma maior procura”, finaliza Ana Garcia Berrocal.

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