Portugal ficará de fora do Projecto Importante de Interesse Europeu Comum (IPCEI) para o lítio, perdendo o acesso a um pacote de ajudas públicas que podem chegar aos 2,9 mil milhões de euros, e que permitiria atrair financiamento privado na ordem dos nove mil milhões de euros, de acordo com o jornal Sol.

A Comissão Europeia aprovou um projecto europeu conjunto, no âmbito do IPCEI, com o objectivo de reforçar a aposta na investigação e inovação de toda a cadeia de valor das baterias (desde a extracção das matérias-primas e o desenho e produção das células e conjuntos de baterias até à reciclagem e sua eliminação dentro da economia circular), e inclui 12 estados-membros e um total de 42 empresas membros da Aliança Europeia das Baterias (AEB).

As empresas que já têm contratos assinados com o governo português para o desenvolvimento de projectos de mineração de lítio em Montalegre e Boticas, respectivamente, ficam impedidas de recorrer a estes apoios.

O governo português deverá lançar ainda este ano a estratégia nacional do lítio que, desta forma, continuará a desenvolver-se, de forma isolada e sem uma solução comunitária integrada.

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