Decorreu ontem, 21 de Janeiro, o webinar ‘Captura de valor em Procurement através de Analytics’, organizado pela APCADEC.

Peter Spiller, partner da McKinsey & Company, em Frankfurt, foi o orador durante toda a sessão em que abordou a importância do procurement durante a pandemia e a forma como Data & Analytics (DnA) está a impactar o procurement e a ajudar a valorizar as empresas.

Em primeiro lugar apresentou alguns dos impactos da pandemia no procurement, como a instabilidade das supply chains, a volatilidade nos preços, o aumento do risco financeiro, a alteração na procura, entre outros. Peter Spiller acredita que muitos destes factores continuarão a acontecer no futuro.

Ainda assim, referiu que este novo normal não apresenta só riscos, mas também oportunidades como o facto da diminuição do preço das matérias-primas ou a noção actual das empresas não poderem estar tão dependentes de um só fornecedor, quer seja da China ou não. As empresas devem diversificar os seus fornecedores. O teletrabalho também foi considerado uma oportunidade por Peter Spiller, uma vez que foi a forma possível de não parar definitivamente, mas também passar mais tempo com a família.  Além disso, encarou ainda como oportunidades o poder-se fazer alterações estratégicas através da integração da supply chain, da localização e do redesign da mesma.

 

Fazer realmente a diferença

De seguida apresentou três estratégias para as empresas: primeiramente estar a par de toda a situação, conhecer o processo e estar em contacto não só com os fornecedores, mas também com o lado da procura; depois reduzir o custo ao longo de toda a supply chain e, por último, aproveitar a oportunidade para reformular a estratégia.

O especialista da Mckinsey mostrou ainda a evolução do procurement, afirmando que o advanced analytics permite que o procurement faça mesmo a diferença. A primeira fase dá conta de um procurement operacional onde o importante é dar suporte à concretização da encomenda, principalmente nas encomendas administrativas e na implementação de sistemas para digitalizar operações; de seguida o fornecimento estratégico, onde se categorizam estratégias e priorizam colaborações; a terceira é a gestão de categorias, ou seja, categorizar estratégias para optimizar o Total Cost of Ownership e a excelência negacional de forma a alavancar as analytics; a melhoria contínua, em que se criam parcerias com o intuito de modelar agendas funcionais e aumentar as decisões ‘make vs. buy’; e por último, o advanced analytics que permitiu que o procurement criasse uma aproximação de fontes de rendimento não muito usuais para uma organização ágil e um modelo de execução.

O procurement tem acesso a grandes volumes de data que contêm insights valiosos. Ainda assim, alavancar data para gerar valor no procurement é uma tarefa difícil.

Existem seis pilares críticos para uma transformação bem-sucedida de DnA: criação de um pilar fundamental de dados, uma interface amiga do utilizador; uma maior organização e uma reformulação no processo alteram a gestão e criação de capacidades.

Enquanto novas tarefas evoluem, as transformações geradas por DnA irão alterar a forma como as equipas de procurement trabalham. Terão de ajustar a sua maneira de trabalhar complementando-se com alguns papéis para sustentar as transformações digitais: Buyers, category manager, controller, leadership, com engenheiros de dados, cientistas, business partners… Petter Spiller termina com uma abordagem típica para a digitalização do procurement: Visão, diagnóstico, fortalecimento, design e implementação.

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