Vantagem competitiva no mundo dos negócios significa possuir atributos que permitam a uma organização superar os concorrentes. Resiliência é a capacidade de lidar com problemas, adaptar-se a mudanças, ultrapassar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas. Nunca estes dois atributos inter-relacionados assumiram tanta importância para a gestão de cadeias de abastecimento, como nos tempos que correm.

Na verdade, a agilidade como vantagem competitiva e capacidade de reagir com eficácia às mudanças na envolvente contextual e na procura, pode fazer a diferença. Cadeias mais competitivas partilham algumas características, tais como: sensibilidade ao mercado, serem baseadas na partilha de informação e colaboração, terem os processos de negócios integrados entre os intervenientes, e predominantemente digitais.

Por outro lado, cadeias de abastecimento maduras como por exemplo as que existem na indústria automóvel e na indústria alimentar, há muito tempo que colocam em prática um conjunto de princípios que contribuíram para construir uma sólida posição competitiva e resiliência que lhes permite agora usufruir.

Princípios e práticas como a gestão eficaz da procura e sincronização de atividades entre Fornecedores e Clientes (Planeamento colaborativo da procura e visibilidade de inventários, integração de fluxos logísticos e de encomendas, além da conectividade digital de processos e sistemas de informação), o desenvolvimento de parcerias entre Fornecedores e Clientes para redução de lead-times (Para parceiros com planeamento consistente e produtos de grande volume, é possível implementar práticas colaborativas como Vendor Managed Inventory e outras), ou a prática da medição consistente e constante do desempenho da cadeia como estímulo fundamental para execução de melhoria contínua (formulação de Key Perfomance Indicators de nível de serviço, custos e estado de optimização da cadeia), são exemplos de atributos presentes nos modelos de gestão de cadeias resilientes e competitivas.

No contexto atual, outro movimento possível para construir ou reforçar vantagem competitiva e aumentar resiliência passa por, no curto prazo, acelerar a agenda da transformação digital, definindo como prioridade o investimento na nova geração de ferramentas para ajudar na optimização da eficiência operacional. Acredito que a transformação digital pode contribuir decisivamente para resultados e ser um facilitador importante na recuperação das cadeias mais afetadas através do reforço das plataformas, nomeadamente as focadas em automação, conectividade e IoTs (internet of things), e no aumento das capacidades de uso dos dados através de advanced analytics para otimizar processos e custos, e tomar melhores decisões.

Pedro Silvino, Business Operations Director | Meight

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