Vou seguir a tendência e escrever a palavra resiliente!

Está na moda e parece ser uma das palavras que melhor encaixa para definir alguém que trabalha em logística. Ter capacidade de resiliência.

Conseguir superar problemas, gerir a pressão constante e tantas outras coisas sempre em excesso de velocidade e mesmo assim atingir o objectivo, é fundamental para quem respira logística. É extraordinário, mas é o dia-a-dia de quem trabalha em logística. Costumo dizer que não é possível traduzir em palavras um dia na logística… continuo a acreditar que só vivendo um dia se conseguirá perceber verdadeiramente o que é este excesso de velocidade. Não se faz o impossível, como por vezes se diz, mas é necessário pensar muito além do “normal”.

Seja a que nível for pensar fora da caixa para conseguir alcançar a solução, é a única forma de se estar em logística. Ver a empresa como um todo, e não se cingir apenas à gestão da área operacional logística, é essencial para quem faz gestão de uma área que tem de ser encarada como um pilar das organizações. Servimos os clientes externos e internos. Ter um bom suporte logístico é essencial para a organização espelhar uma boa imagem.

Presente em todos os sectores de actividade, de forma mais ou menos evidente, importa ter presente no momento da escolha de alguém para o lugar de gestão, que ter perfil certo para trabalhar em logística poderá não ser sinónimo de ter o perfil certo para trabalhar naquela área de negócio para a qual o consultor está a recrutar. É, portanto, relevante não só analisar as skills dos candidatos, mas também perceber se essas são as que se enquadram com à realidade operacional do negócio daquela organização em particular. Estão em jogo muitos factores que vão além da gestão pura da actividade diária.Aqui coloco a questão, será relevante a experiência operacional do consultor que faz o processo de recrutamento e selecção, nomeadamente se estamos a falar de recrutamento de gestores que terão um peso relevante nas decisões estratégicas das empresas?

Ter o conhecimento operacional levará com toda a certeza a uma clareza na visão da operação que os clientes têm em curso. Levará a uma ideia mais concreta daquilo que é o dia-a-dia logístico nas empresas. Ter o conhecimento e noção do que são os momentos críticos e de decisão menos fácil, ajudará a definir quais os perfis mais adequados para cada uma das funções.

Claro que existem outros factores a considerar na equação, mas este, bem este é seguramente um dos que importam.
Usar a experiência prática como factor de auxílio ao processo recrutamento e selecção, em tudo o que este implica, ajudará a aproximar o exterior do interior, ajudará a fazer uma escolha com base em experiência, pelo que facilitará o recrutamento de um candidato na fase antecedente ao processo de selecção e a levar para dentro da organização alguém que poderá estar mais bem preparado aos mais vários níveis.

Na realidade os protagonistas são quem constitui as empresas, as pessoas. Esses, devem ser escolhidos a “dedo” para o papel que vão desempenhar!

Hugo Gonçalves, fundador da RSDG Human Capital

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