‘Procurement Strategy to Lead in the New Normal’ foi o mote que levou Carlos Mercuriali, Vice-President & General Manager SAP Ariba & Fieldglass EMEA South, a participar na Procurement Digital Conference.

A sua intervenção começou pelas grandes mudanças que se têm vivido a nível global nos últimos quatro meses, desde o impacto nas várias supply chains, a lay-offs, entre outros desafios. Passado este tempo, aprendeu-se que 40% das empresas não tinham planos de contingência preparados e que, perante esta recessão, as prioridades das organizações passam pela segurança dos trabalhadores, sustentabilidade financeira e redução dos custos. Outra das mudanças que apontou foi a mudança da mentalidade do “just-in-time para just-in-case”.

Carlos Mercuriali abordou um artigo do qual retirou insights que partilhou com quem se encontrava a assistir à conferência, denominado Lessons from Three Recessions (1980, 1990, 2000) and 4,700 Public Companies).

Este artigo aborda as três grandes recessões mundiais e mostra como é que as empresas sobreviveram e o que fizeram no pós-crise. As conclusões foram que: 17% não sobreviveu, 9% das que sobreviveram melhoraram o desempenho em relação ao período antes da crise, 80% das que sobreviveram não recuperaram a sua taxa de crescimento pré-crise após três anos e 40% das que sobreviveram não recuperaram as suas taxas de lucro e vendas pré-crise três anos depois.

Tendo em conta que o primeiro instinto das empresas é uma estratégia de defesa através da redução de custos, os 9% que vingaram após as recessões foram os que adoptaram uma estratégia ofensiva em que redefiniram os produtos/mercados, as operações e a forma como trabalham.

“20 anos mais tarde, o que está diferente?”, desafia. A resposta é: a tecnologia. Tem-se tornado mais barata, mais disponível e acessível e, na área do procurement isso não é excepção, pois são necessárias ferramentas digitais para visualizar os gastos, comunicar com os fornecedores… Neste âmbito, a SAP ajuda as empresas a pensar sobre estes tópicos. Acelerar a visibilidade da supply chain, estar em permanente contacto com os fornecedores, consumidores e colaboradores, acelerar a recuperação pós-crise através do supply chain planning, para mencionar apenas alguns.

O tom é positivo, pelo menos a avaliar pelas palavras finais de Carlos Mercuriali na Procurement Digital Conference. Numa crise como esta, a tecnologia está do nosso lado e tem de se direccionar as empresas para o ‘novo normal’. Visualizar o que é necessário fazer e… fazê-lo: “We have to do it. There’s no choice”.

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