Foi concluído o primeiro teste com drones autónomos em Espanha levado a cabo pela DHL Supply Chain Iberia. A operação-piloto realizou-se no armazém logístico em Guadalajara, na cidade de Quer, local alocado à operação da Makro. O objectivo passa por incorporar progressivamente estes equipamentos em todos os armazéns a médio-prazo.

Para o teste-piloto, a DHL Supply Chain contou com a colaboração do Hardis Group, empresa especializada no desenvolvimento de software e novas tecnologias para a optimização da cadeia de abastecimento, e criadora do drone autónomo Eyesee.

A empresa, que realizou o primeiro projecto com drones tripulados no final de 2017, está actualmente padronizada no modelo de gestão com estes dispositivos na maioria dos seus 53 centros logísticos no país vizinho. A utilização dos drones não tripulados marcam o novo passo na gestão de armazém avançada, uma vez que estes equipamentos são dotados de total autonomia durante as operações depois de serem programados.

Os drones serão utilizados, sobretudo, para executar tarefas de inventário. Segundo Jose Luis González, IT Business Partner no sector de retalho da DHL Supply Chain, “o drone automático tem inúmeras vantagens. Uma das mais importantes reside na melhoria da segurança do trabalhador, pois elimina a necessidade de o operador realizar o trabalho em altura, porque o dispositivo está preparado para voar até 12,5 metros”. Acrescenta ainda que o equipamento integra um sensor anti-colisão de 360º capaz de detectar objectos estáticos e móveis permitindo realizar inventários em áreas com camiões ou outras máquinas em funcionamento. Se ocorrer algum problema, o drone pousa automaticamente em segurança.

Estes equipamentos oferecem ainda uma grande agilidade, uma vez que ao atingir uma velocidade de 30 cm por segundo, o drone verifica em média um suporte a cada sete segundos, representando mais de 500 códigos-de-barras por hora. Desta forma, um inventário de drones é seis vezes mais rápido do que o tradicional. Além de tudo isto, sendo este um drone automático com um plano de voo pré-definido, não é necessário ter pessoal treinado para o uso dos mesmos, ou seja, qualquer operador pode realizar um inventário através de uma aplicação via tablet.

Existe ainda um conjunto de aplicações na cloud com várias funções, como o mapeamento de armazém, tratamento e análise de dados e imagens, criação de relatórios ou controlo da frota de drones, entre outras. Estas aplicações permitem que a inteligência artificial seja aplicada ao inventário por drone que consegue distinguir os suportes, como por exemplo paletes de cores ou materiais diferentes, ou ainda detectar suportes danificados graças à visão de análise por computador e imagem.

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