A Adecco, especialista no sector de Recursos Humanos e Outsourcing, tem lançado algumas recomendações para mitigar o impacto que o COVID-19 poderá ter nas empresas e ajudar, no regresso a um novo normal, a potenciar as economias que foram impactadas.

Que medidas tomar para proteger o emprego e a economia? E quais delas poderão mostrar-se mais eficazes?

A dimensão do pacote de estímulos e a implementação eficaz de programas de trabalho de curta duração parecem ter o maior impacto, positivo, na capacidade de um país mitigar os danos económicos causados pela pandemia. Seguindo estas bases, destacamos cinco recomendações que na sua generalidade poderão, se implementadas, ajudar a mitigar o impacto da pandemia na economia e no trabalho em geral:

  1. Manter quanto possível a actividade económica: embora a saúde e a segurança dos trabalhadores sejam o factor de base a considerar, cada dia que passa sem o regresso da actividade económica aumenta exponencialmente o impacto económico negativo da crise e reduz o potencial de crescimento económico e a recuperação.
  2. Ser responsivo: os dados confirmam que no espaço de um mês, os países que reagiram rapidamente e criaram um pacote de estímulo económico, apoiaram a manutenção do PIB. Importante nesta fase da crise, é que as medidas de apoio sejam ampliadas e ajustadas – principalmente adicionando fundos aos pacotes de estímulo e prolongando os projectos de apoio.
  3. Respeitar a paz social: mais do que qualquer crise anterior, esta pandemia exige a cooperação de todos os decisores dos países. Os países com um modelo de diálogo social baseado na negociação, e não no confronto, apresentam melhores resultados e maior confiança no processo político e na confiança do consumidor, essenciais para acelerar o ritmo de recuperação.
  4. Apoiar o emprego: os nossos dados confirmam que o trabalho de curta duração e outras formas semelhantes ajudam a manter as pessoas a trabalhar e ativas e, assim, evitam despedimentos em massa. A implementação de outras formas de trabalho varia de país para país em termos de inclusão, volume e duração, mas países onde essas opções foram implementadas em conjunto com os mecanismos de protecção social já existentes, tiveram um desempenho melhor do que outros.
  5. Foco no direccionamento do apoio financeiro aos beneficiários: com mais de um mês decorrido e devido a atrasos, empresas e trabalhadores em muitos países ainda não receberam o apoio prometido, conforme descrito nos respectivos pacotes de estímulo. A falta de entrega oportuna dificultará o consumo e levará ao aumento da pobreza e falências, que terão um impacto negativo na recuperação económica.
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