Portugal tem vindo a realizar compras para combater a pandemia, principalmente, através de empresas nacionais, com prazos mais curtos e melhores condições. A verdade é que o nosso país tem adquirido máscaras a preços mais baixos do que os negociados pela União Europeia (UE).

O Ministério da Saúde afirma que ainda só comprou 250 mil máscaras através dos concursos públicos internacionais organizados pela Comissão Europeia.

Destaca-se o facto de Portugal ter comprado 75 milhões de máscaras a preços mais baixos que os negociados pela UE em resultado das contratações por ajuste directo que tem realizado através das empresas nacionais, como noticiamos anteriormente. Alguns dos contratos foram celebrados com fabricantes como a Cloth Up, Bastos Viegas, Oasipor ou Raclac.

De acordo com o Jornal T, a Cloth Up, sediada em Guimarães, e a Oasipor, instalada na Trofa, foram as primeiras empresas a obter a certificação do CITEVE para os seus produtos e equipamentos de protecção. Por sua vez, a Bastos Viegas, com sede em Penafiel, é um tradicional fornecedor do Ministério da Saúde há décadas. A Raclac investiu recentemente 23 milhões de euros na fábrica de Famailcão para produzir 2,3 milhões de luvas descartáveis por dia. Além disso, associou-se a cerca de 30 confecções da região para produzir material de protecção para o Sistema Nacional de Saúde.

A decisão da UE de centralizar as encomendas de equipamentos de protecção para os sistemas de saúde de vários países, surgiu devido à concorrência que fez disparar os preços do fornecimento asiático, com o objectivo de criar escala e disciplinar a procura, segundo o Jornal T. Com as encomendas a fornecedores nacional, Portugal tem conseguido evitar os problemas com materiais defeituosos ou falsificados.

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